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Bailarinas portuguesas vencem em Berlim

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Bailarinas de três escolas portuguesas arrecadaram vários prémios no Festival Internacional de Dança Tanzolymp, que terminou, nesta segunda-feira, em Berlim, na Alemanha. Trabalho e dedicação explicam os bons resultados. O sal e a pimenta latinos também.

As premiadas são da Escola de Bailado do Porto - Espaço Dança, da DNA - Dance N' Arts School, em Coimbra, e da Dance Spot, em Lisboa. Entre quinta e segunda-feira, competiram com bailarinas de todo o Mundo e foram avaliadas por bailarinos e coreógrafos de renome.

A DNA participou no Tanzolymp com quatro coreografias de grupo e seis solistas, num total de 23 alunas, tendo conseguido quatro distinções. A bailarina Constança Bulha, de 12 anos, conquistou dois primeiros lugares, em solo clássico e em solo contemporâneo, no escalão 1, prémios que lhe valeram uma bolsa para a Escola Estatal da Alemanha.

"Estou feliz. Não estava nada à espera, porque é uma competição difícil, e há pessoas muito boas", diz Constança, humilde. Certo é que se tem distinguido em vários outros concursos internacional, ao ponto de agora ter de escolher entre aquela bolsa e outras três que lhe foram propostas.

A escola de Coimbra obteve ainda um segundo lugar na categoria de grupo contemporâneo, no escalão 3, e um terceiro lugar em grupo caráter, no escalão 4.

Já a Escola de Bailado do Porto - Espaço Dança levou seis bailarinas ao Tanzolymp, tendo alcançado um primeiro lugar em solo clássico, no escalão 2. Foi atribuído a Beatriz Domingues, de 13 anos, que obteve duas bolsas: uma para a Academia de Dança de Zurique, na Suíça, e outra para a English National Ballet, em Inglaterra.

O Espaço Dança conquistou também um quarto lugar, no escalão 2, e duas bolsas (para a English National Ballet e para a Berlim Staats Ballet), com a participação de Teresa Borges, de 13 anos. E ainda um quarto lugar, no escalão 1, obra de Mariana Ferreira, de 12 anos.

Na categoria de grupos de ballet clássico, com uma média de idades de 14 anos, foram ainda distinguidas com o segundo lugar as coreografias do Espaço Dança "Entendam-se as bailarinas" e "Amigas da Swanilda".

A Dance Spot participou com quatro bailarinas, e duas delas trouxeram prémios para casa. Trata-se de Caetana Dias, de 18 anos, que conquistou um terceiro lugar em solo contemporâneo; e de Índia Nunes, de 20 anos, que obteve um terceiro lugar, também, mas em solo clássico.

O segredo? Trabalho, trabalho, trabalho

"Regressamos muito felizes e sentimos que o esforço teve resultados", disse ao JN Teresa Gouveia, da DNA. Sentimento extensível às outras professoras e diretoras das escolas, que são unânimes quanto ao segredo de tantos prémios: trabalho, trabalho, trabalho.

"Não é só talento e corpo. Acima de tudo, é trabalho", explica Sofia Marques dos Santos, diretora do Espaço Dança. As suas bailarinas treinam três horas por dia, durante a semana, e cinco horas ao sábado. Folga, só ao domingo. E à quarta-feira, se não houver competições - e há frequentemente.

Essa enorme dedicação surge em vários desportos, e para Sofia Marques dos Santos faz todo o sentido, porque vê o ballet como um desporto artístico: "Por trás de um bom bailarino tem de estar um excelente atleta".

Já Rita Galo, diretora da escola Dance Spot, destaca a vontade de "trabalhar ainda mais", até porque a concorrência, lá fora, "é muito grande". Há quem aposte muito, em muitas frentes. Uma delas são os fatos, que podem custar cinco mil euros, observa. Mas Portugal dá cartas "pelo talento", não duvida.

"Os portugueses têm muita garra e muita expressividade. Por exemplo, os nórdicos, às vezes, são muito bons tecnicamente, mas falta-lhes um bocadinho de sal e pimenta", atira Rita, entre risos. "Nós acabamos por cativar muito o público e o júri, pela vivacidade".

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