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Santarém acolhe ciclo sobre dança contemporânea portuguesa

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Santarém vai receber, de 24 de fevereiro a 17 de junho, um ciclo sobre dança contemporânea em Portugal, a partir do movimento da nova dança portuguesa surgido na década de 1990, que inclui espetáculos, exposições, 'workshops' e conversas.

Intitulado "Nova/Velha Dança", o ciclo foi concebido pela associação Parasita, criada em Santarém em 2014 por João dos Santos Martins, jovem coreógrafo escalabitano com percurso formativo e performativo em vários países que regressa ao seu concelho natal para "colmatar um vazio" em relação à dança e à coreografia na programação da cidade.

"É saudável estruturas independentes poderem usufruir de infraestruturas e de meios já disponíveis para os potenciar e criar uma relação mais forte com a comunidade local", disse hoje à Lusa João Martins, sublinhando que o projeto é possível graças ao apoio da Direção-Geral das Artes e à disponibilização dos espaços do Teatro Sá da Bandeira (TSB) e Incubadora d'Artes pelo município de Santarém.

O ciclo começa no dia 24 de fevereiro com o espetáculo "3Soli de Vera Mantero", coreógrafa "proeminente do movimento a que se deu o nome de 'Nova Dança Portuguesa'", cujo percurso poderá ser "visitado" numa exposição - "Dança de Existir" - de 30 fotografias e registos videográficos de alguns dos seus trabalhos, patente no Piano-Bar do TSB, de quarta a sábado, nos quatro meses de duração do programa.

No Bar/Galeria do TSB poderá ser vista, no mesmo período, uma instalação/exposição intitulada "Para uma Timeline a Haver", que resulta de um "exercício coletivo de investigação e de sinalização" do que marcou o desenvolvimento e a disseminação da dança em Portugal nos séculos XX e XXI. A iniciativa inclui um conjunto de conversas com coreógrafos, bailarinos, investigadores, disse João Martins.

Para 11 de março, estão agendadas duas apresentações de João Fiadeiro, "um dos mais influentes criadores e pedagogos contemporâneos", uma "conferência-performance", às 17:30, e uma "peça-tese", às 21:30, seguidas de uma conversa com a investigadora Paula Caspão, integrada na "Timeline".

Teresa Silva e Filipe Pereira, dois coreógrafos da "geração de 2010", apresentam dois trabalhos no dia 06 de abril à noite, sendo os protagonistas da conversa na "Timeline" no dia seguinte.

Em maio, Vânia Rovisco, bailarina e investigadora sobre o movimento da performance em Portugal, vai trabalhar, na Incubadora d'Artes, com alunos do curso profissional de Artes do Espetáculo -- Interpretação, da Escola Secundária Ginestal Machado (Santarém), a partir da performance "Il faut danser Portugal" ("Há que dançar Portugal"), criada em 1984 por António Olaio.

Na linha deste, convida três artistas de três gerações distintas, Carlota Lagido, Sónia Baptista e Daniel Pizamiglio, contando ainda com a colaboração da investigadora Verónica Metello e vários outros convidados, com o espetáculo resultante deste trabalho anunciado para 20 de maio.

Para junho estão agendados dois espetáculos, o primeiro, no dia 16 à noite no TSB, para apresentação de "Delirar a Anatomia", com duas estreias de Ana Rita Teodoro, que volta ao palco no dia seguinte para duas reposições dentro do mesmo tema.

No dia 17, o escalabitano Carlos Manuel Oliveira regressa à escola primária onde iniciou os estudos, transformada pela Câmara de Santarém numa Incubadora d'Artes, para estrear, ao fim da tarde, "Desconcerto e Aventura", uma "encomenda" para este ciclo feita a um coreógrafo que se tem dedicado à investigação, movendo-se entre Lisboa e Berlim, afirmou João Martins.

O ciclo termina nesse dia à noite com um "concerto/festa", que inclui o lançamento nacional do disco "Beat Without Byte" de Simão Costa.

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