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Companhia de Dança cria campanha de para realizar primeiro espetáculo

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A Companhia de Dança de Matosinhos está a nascer e lançou uma campanha de angariação de fundos para recolher os 2.750 euros que faltam para realizar uma versão do primeiro espetáculo para programadores, disseram hoje as fundadoras.

"Estamos a criar uma nova companhia de dança. Mas é muito difícil dar os primeiros passos, porque ninguém aceita apresentar nas suas salas uma companhia que desconhece. Assim, pensámos numa nova estratégia: convidar programadores de festivais e diretores de teatros a vir a Matosinhos e a Lisboa para assistirem à versão reduzida do nosso futuro espetáculo 'Tripaliaum'", pode ler-se no texto publicado na plataforma PPL, onde a campanha foi lançada.

Para além desta versão "redux" do "Tripalium", que conta com cenografia de Gustavo Oliveira, a Companhia de Dança de Matosinhos, fundada por Diana Amaral e Sara Silva, vai também apresentar "Uma Bailarina Espe(ta)cular", naquilo que descrevem como um "'showcase' duplo para programadores" nas duas cidades, a realizar nos dias 12 de março em Matosinhos e 15 do mesmo mês em Lisboa, no Teatro do Bairro.

Para levar a cabo o projeto, a Companhia de Dança de Matosinhos contou com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, que adquiriu um conjunto de espetáculos deste último trabalho e cedeu o espaço do Teatro Municipal Constantino Nery, permitindo que o "Tripalium" 'redux' se concretize, segundo Diana Amaral.

O objetivo "é caminhar para uma situação mais estável, daí uma estrutura que tem que estar por trás", adquirindo "um nome, um espaço, um conjunto de financiamentos que lhe permitirão aguentar como uma estrutura mais sólida", tendo em vista no futuro uma candidatura a um eventual apoio da Direção-Geral das Artes.

Sara Silva realça que o propósito da criação da companhia é também "lutar contra esta vaga em que se cria tudo de graça, para depois se poder apresentar", algo que é contrário aos valores das duas criadoras, que querem dar trabalho com dignidade a profissionais da dança.

Depois de aberta uma convocatória de procura de intérpretes para "Tripalium", receberam 70 candidaturas, a maioria das quais de fora do país, tendo sido selecionadas duas bailarinas belgas e uma franco-americana, sem que tenha havido "homens à altura".

"Nesta fase vamos jogar com o que há e o que é que há? Há uma abordagem nossa a alguns programadores que se mostraram interessados em conhecer o projeto, mas que obviamente não iam programar sem conhecer", explicou Diana Amaral.

A também responsável da Academia de Dança de Matosinhos reconhece as dificuldades de criar uma companhia "num país em que as coisas não estão fáceis", mas recorda que as duas responsáveis são "pessoas perseverantes, resilientes, ambiciosas no sentido positivo do termo e com um sonho" que esperam concretizar "passo a passo".

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