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Escola de dança da CNB abre dia 15 com aulas para crianças com Trissomia 21

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A escola de dança da Companhia Nacional de Bailado (CNB), em Lisboa, vai abrir o ano letivo a 15 de setembro com aulas para crianças dos cinco aos nove anos, e aulas de movimento para crianças com Trissomia 21.

As inscrições, abertas desde julho, vão continuar enquanto existirem vagas paras as quatro turmas de crianças, duas para os cinco e seis anos, e duas dos sete aos nove anos, indicou fonte da CNB contactada hoje pela agência Lusa.

As aulas de movimento corporal e expressões para crianças com Trissomia 21 (Síndrome de Down) abrangem alunos dos nove aos 14 anos e podem ser acompanhadas pelos cuidadores responsáveis.

Estas aulas inserem-se no projeto da CNB "Todos com diferenças mas todos bailarinos", realizado em colaboração com a Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 e o Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças.

Ainda de acordo com a CNB, estas aulas para crianças e jovens com limitações físicas decorrerão uma a duas vezes por semana, enquanto as aulas regulares decorrerão duas vezes por semana, com possibilidade de acontecerem também ao sábado.

Os alunos serão convidados a assistir a ensaios e espetáculos, familiarizando-se com o quotidiano profissional dos bailarinos, segundo a mesma fonte.

A concretização do projeto da escola de dança da CNB para crianças, inserido na nova temporada de 2016/2017 e nas iniciativas das celebrações dos 40 anos da entidade, em 2017, foi anunciada em julho pela diretora artística da companhia, Luísa Taveira.

Na altura, a responsável justificou a concretização do projeto - que decorrerá nas instalações da CNB na Rua Vítor Córdon -- com o objetivo de criar "outras ofertas para o público".

Além da escola, o centro irá realizar oficinas coreográficas nas férias, cursos de dança de verão, 'master classes', espetáculos 'de bolso', um curso de História da Dança, e conferências para adolescentes.

No centro educativo, a CNB vai trabalhar em projetos conjuntos com o Teatro Nacional de São Carlos: "Podemos nós trabalhar a parte do movimento e eles, da música, por exemplo. Vai ser uma parceria interessante e enriquecedora", comentou a diretora, na entrevista.

A CNB e o São Carlos são geridos pelo Opart - Organismo de Produção Artística, para cuja presidência foi nomeado, em abril o gestor Carlos Vargas.

Além de uma oferta extra ao público na área da dança, a criação da escola tem como objetivo aproveitar "as longas carreiras dos bailarinos [da CNB], naquilo que eles sabem fazer melhor".

"É muito problemático reconduzir os bailarinos que já não dançam e colocá-los dentro da organização da companhia. Quando se cria um serviço novo, é mais fácil e mais lógico", na opinião de Luísa Taveira.

A questão do reenquadramento profissional dos bailarinos que deixam de dançar - normalmente entre os 38 e os 42 anos - tem vindo a ser alvo de propostas políticas, ao longo dos anos, mas nunca chegaram a ser colocadas em prática.

Foi a 22 de junho de 1977, que o então secretário de Estado da Cultura David Mourão-Ferreira assinou o despacho de criação da CNB, e que desde 2010 é dirigida por Luísa Taveira, reconduzida este ano, pelo Ministério da Cultura, até 2018.

Todas as informações sobre as iscrições nas aulas de dança da escola para crianças na CNB estão disponíveis no sítio online www.cnb.pt.

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