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Bailarinos portugueses conquistam 35 medalhas

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Portugal foi o terceiro melhor país entre os 33 participantes na Taça do Mundo, em Inglaterra.

"Feliz! Feliz! Feliz!". Assim estava Beatriz Cavaleiro. Aos 16 anos, conquistou quatro medalhas na Taça do Mundo de Dança, que decorreu de 17 de junho a 2 de julho em Jersey, em Inglaterra. Entre 4500 participantes de 33 países, Portugal trouxe 35 medalhas, distribuídas por oito academias, e foi o terceiro melhor país em prova.

"Trabalhei muito para isto. O segredo? É entregarmo-nos de corpo e alma", atira a jovem, acabada de regressar de Inglaterra. No rosto, o cansaço de seis dias de provas, para apresentar nove coreografias, que lhe ocuparam, nos últimos meses, um número infindo de horas de treino, à razão de três por dia. Resultado? Quatro medalhas.

Emanuel Santos era o único homem do grupo de 13 atletas da Gimnoarte. Descobriu há um ano e meio a vocação para a dança e, na primeira participação na Taça do Mundo ganhou três medalhas. "Foi espetacular! Estamos esgotados, mas é muito bom", diz o jovem de 18 anos, que vai, agora, para a faculdade estudar Artes Performativas.

A Gimnoarte foi a terceira melhor academia portuguesa em prova e só não foi mais longe, diz a professora e coreógrafa Joana Rios, porque a falta de apoios (tinham que ser os pais a custear grande parte da viagem e do alojamento) e de um estatuto de alta competição, que dê aos atletas a oportunidade de alterar a data de exames, levou a que muitas crianças e jovens não fossem à Taça do Mundo. Havia 18 coreografias apuradas; para Inglaterra, seguiram nove.

"Não tenho vida. A minha filha é bailarina", lia-se, em inglês, na camisola de Inês Madureira. A mãe de Catarina, que de Inglaterra trouxe três medalhas, diz, sorrindo, que é "mais ou menos isso" e lamenta a falta de apoios: "É uma despesa muito grande! Foi tudo pago por nós, mas elas gostam e, no final, estes resultados são um orgulho".

Joana Rios diz que as medalhas são "fruto de muito esforço, dedicação e anos de trabalho" da academia, das alunas e dos pais, já que a maior parte das 13 bailarinas que foram a Inglaterra, estão na Gimnoarte desde os dois anos e meio.

A Gimnoarte venceu em solo de dança contemporânea com "So Close", de Beatriz Cavaleiro, e, em grupo, trouxe mais três medalhas: uma de prata em dança contemporânea com "Rebirth" e duas de bronze com "Beginning" (afro-jazz) e "Força de Mil Homens" (jazz).

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