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Luísa Taveira reconduzida como diretora da Companhia Nacional de Bailado

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"Opção de continuidade" e "reconhecimento" do trabalho desenvolvido são as razões que sustentam a decisão do ministro da Cultura, João Soares

A atual diretora da Companhia Nacional de Bailado, em Lisboa, Luísa Taveira, foi reconduzida no cargo por mais três anos (2016-2018), por despacho conjunto do Ministério da Cultura e Ministério das Finanças, foi hoje anunciado.

De acordo com um comunicado divulgado pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC), a decisão do ministro da Cultura, João Soares, "aponta para uma opção de continuidade, e é o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido até aqui pela diretora artística" da Companhia Nacional de Bailado (CNB).

No mesmo comunicado, é ainda sublinhado que Luísa Taveira, "além de um vastíssimo currículo nacional e internacional, tanto na dança clássica como na dança contemporânea, possui também ampla experiência nas áreas da programação, da criação e da gestão de recursos humanos".

No despacho conjunto, segundo o GEPAC, é ainda destacado que a diretora "possui um profundo conhecimento da realidade artística da dança em Portugal e da Companhia Nacional de Bailado, bem como do papel que a CNB deve desempenhar no panorama cultural português e da importância da internacionalização".

"A renomeação de Luísa Taveira é também, assim, um reconhecimento dos esforços de enquadramento da companhia nas tendências artísticas de dança clássica e contemporânea europeia", acrescenta o comunicado oficial.

Luísa Taveira é diretora da CNB desde outubro de 2010, onde entrou depois da saída de Vasco Wellemkamp, que foi diretor entre 2007 e 2010.

Natural do Porto, Luísa Taveira começou a estudar dança aos nove anos, com o professor Pirmin Treku, foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian na Upper School do Royal Ballet, em Londres, finalizando os seus estudos com Maryon Lane, Pamela May, Piers Beaumont, Leonid Massine e Ninette de Valois, entre outros.

De regresso a Portugal, ingressou na CNB - da qual é membro fundador - sendo escolhida, na temporada inaugural da companhia, para o papel de Odete, do "Lago dos Cisnes".

Entre 1985 e 1988, foi artista convidada de várias companhias europeias com as quais dança em Inglaterra, Bélgica, França, Alemanha, Suíça, Itália e Áustria, destacando-se a sua participação no London City Ballet.

Em 1982, recebe o prémio de imprensa para a melhor bailarina, ingressando em 1988 no Ballet Gulbenkian, saindo um ano depois para ensinar no Conservatório Nacional, onde permanece durante 13 anos.

Entre 1996 e 2000, a convite do então diretor da CNB Jorge Salavisa, assumiu as funções de diretora artística adjunta e, posteriormente, de diretora artística da entidade.

Foi programadora de dança, teatro e ópera no Centro Cultural de Belém - onde criou a Companhia Maior, um projeto de intérpretes com mais de 60 anos - e também foi professora coordenadora do ramo de espetáculo da Escola Superior de Dança, do Instituto Politécnico de Lisboa.

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