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Jovens com deficiência mental levam ao palco do Maria Matos bailado de Ana Kohler

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A apresentação da peça `Once Upon a Time` é o culminar do projeto `Two feet`, cofinanciado pela Fundação EDP, que permitiu que 16 jovens da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Lisboa (APPACDM) tivessem aulas, durante um ano, na Escola de Dança Ana Kohler, membro do Conselho Internacional de Dança (CID) da UNESCO e da Classical Dance Alliance - New York.

"O espetáculo vai ser o culminar da aprendizagem, mas vai sobretudo permitir que estes jovens tenham acesso a um palco onde habitualmente não estão", da inclusão social, refere a associação, adiantando que o projeto visa a certificação dos bailarinos pelo Conselho Internacional de Dança da UNESCO.

Em declarações à agência Lusa, a diretora da APPACDM de Lisboa, Filomena Abraços, contou que "já vinha de algum tempo o sonho de fazer algo mais específico na área da dança".

"Em 2003 já tínhamos a área da dança como atividade expressiva, em 2009 constituímos o grupo Pé de Dança (...) os jovens foram-se aperfeiçoando, mas faltava-nos algo", contou Filomena Abraços.

Foi nessa altura que surgiu o projeto e a parceria com a Escola de Dança Ana Kohler, que permitiu aos jovens desenvolver capacidades técnicas nesta área e ter "um papel socialmente valorizado, conseguindo concretizar a inclusão pela arte".

Ao longo de um ano de trabalho, os jovens "evoluíram imenso" em termos técnicos e agora "estão entusiasmadíssimos" com a realização do espetáculo, disse a responsável.

"Eles adoram palco, adoram público, adoram gente. Para eles, tudo o que é dança é uma maravilha", comentou Filomena Abraços, destacando a importância da atribuição do certificado do CID no final do espetáculo para estes jovens bailarinos.

"Este certificado é muito importante para eles porque é o reforçar de um ano de trabalho que não foi fácil, porque tinham de obedecer a técnicas de concentração, de rigor, não faltar e estarem sempre dispostos", disse, rematando: "É muito bom que no final sintam que valeu a pena".

O financiamento do projeto termina agora, mas associação pretende dar-lhe seguimento. "Seria uma pena perdermos todo este trabalho de um ano e os ganhos que tivemos e, por isso, vamos apostar na sua continuidade", sublinhou.

Ao longo dos últimos 50 anos, a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Lisboa reuniu recursos para responder às necessidades específicas de crianças, jovens e adultos, com deficiência intelectual.

Foi neste sentido que surgiu a dança como atividade expressiva, com o objetivo de promover a expressão de sentimentos e emoções, sem necessitar de palavras para se expressar.

Atualmente existe o grupo Pé de Dança que tem exibido inúmeras atuações dentro e fora da organização, promovendo a valorização da pessoa com deficiência intelectual como cidadão ativo na cultura deste país.

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