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Criações de dança contemporânea mostradas a partir de sábado, em Viseu

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Durante uma semana, e pelo quarto ano consecutivo, o Teatro Viriato quer não só "proporcionar um encontro entre coreógrafos e programadores, entre intérpretes e público", mas também convocar o público "para a celebração da dança contemporânea".

O diretor do Teatro Viriato, Paulo Ribeiro, lembrou que New Age, New Time começou por ser "uma mostra que estava vocacionada, sobretudo, para a emergência da nova dança, mas que hoje em dia apresenta também coreógrafos consagrados e o que se adivinha com a nova geração de coreógrafos que aí vem e o que se faz de melhor em Portugal".

"Hoje em dia temos um grupo pequeno, à dimensão do país. Digamos que temos duas mãos cheias de coreógrafos fantásticos, uns mais conhecidos, outros menos, mas que fora de Lisboa ou Porto vemos menos", explicou.

Segundo Paulo Ribeiro, esta mostra, por um lado, revela, por outro, permite "revisitar obras de coreógrafos que passaram, surpreenderam", mas cujos nomes a passagem do tempo fez esquecer.

"Deixámos de acompanhar com a frequência que era devida um percurso singular, com cada vez mais aceitação e interesse dos pares internacionais", acrescentou.

Pela primeira vez, a mostra de dança contemporânea acolhe a projeção de um vídeo coreográfico pensado pelo coreógrafo Romulus Neagu e editado por Constantin Georgescu, que reflete sobre a motricidade do corpo na dança e na natação.

Segundo o Teatro Viriato, trata-se de "um trabalho que explora ainda a potencialidade corporal existente nos movimentos e ambientes diferentes onde ele se desenvolve".

"Este trabalho é complementado por uma instalação de João Dias, com coprodução do Teatro Viriato, que simula um dos objetos do vídeo, uma piscina, na qual são projetadas imagens de movimento que o público pode manipular com as suas próprias mãos", acrescenta.

No sábado, primeiro dia do New Age New Time, pode ser vista a coreografia "A tecedura do caos", de Tânia Carvalho, que tem como "motor" a obra "Odisseia" de Homero.

"A viagem de Ulisses, a obstinação e a esperança do herói, a sua frustração e a dor pelo adiado regresso a casa convoca a busca incansável dos doze intérpretes pelo movimento", avança o Teatro Viriato, acrescentando que "a crítica internacional especializada tem-se rendido à coreografia e à capacidade de construção de movimento" de Tânia Carvalho.

Até ao dia 28, passam também pelo palco do Teatro Viriato as coreografias "Pastiche", de Luiz Antunes e Sérgio Diogo Matias, "Trovoada", de Luís Guerra, "Stretto", de Romulus Neagu, e "Pântano", de Miguel Moreira.

No dia 25, haverá um ensaio aberto com a coreógrafa Clara Andermatt destinado a profissionais da dança e participantes do workshop de dança contemporânea.

Clara Andermatt, que é a artista residente de 2015 do Teatro Viriato, dá a conhecer a primeira parte do projeto "Suspensão".

"Este novo projeto marca o contínuo regresso de Clara Andermatt ao palco e à exploração do seu lado mais performativo, através das diferentes colaborações e domínios das artes", explica o Teatro Viriato.

Desde 2014, a mostra de dança contemporânea New Age, New Time deixou de ter apenas espetáculos e, atendendo à proximidade do Teatro Viriato com a Escola de Dança Lugar Presente, passou a proporcionar aulas com os coreógrafos participantes.

Segundo o Teatro Viriato, o objetivo é "permitir aos alunos do Lugar Presente e a todos os interessados pela área da dança aprofundar conhecimentos com coreógrafos e bailarinos que são uma referência a nível nacional".

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