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Companhia Paulo Ribeiro celebra 20 anos com estreia mundial

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A Companhia Paulo Ribeiro, que celebra 20 anos, vai apresentar 'A Festa (da insignificância)', um espetáculo para "dar corpo à utopia", em estreia mundial na sexta-feira e no sábado, na Culturgest, em Lisboa.

A nova coreografia será apresentada nos dois dias às 21:30 no grande auditório da Culturgest.

"O processo criativo é quase sempre angustiante, mas também festivo. Inevitavelmente celebramos a totalidade das nossas possibilidades físicas e mentais. Há sempre uma entrega que nos ultrapassa", refere o coreógrafo e bailarino num texto sobre o novo trabalho.

Natural de Lisboa, Paulo Ribeiro fundou a companhia em nome próprio em 1995, quando passou a desenvolver mais aprofundadamente a linguagem pessoal como coreógrafo.

"E é esta a minha festa. Quero festejar para dar corpo às motivações interiores e secretas. Dar corpo à utopia, à expectativa, à vontade de criar uma plataforma de entendimentos e cumplicidades. E isso não se limita ao espaço circunscrito do palco. Estende-se a todos os que estão presentes, sejam eles passivos ou ativos", acrescenta, no texto.

Com coreografia e direção de Paulo Ribeiro, "A Festa (da insignificância)" tem interpretação de Ana Jezabel Carreira, Filipa Peraltinha, Rosana Ribeiro, São Castro, Teresa Alves da Silva, Allan Falieri, André Cabral, António Cabrita, João Cardoso e Valter Fernandes.

A música é de Tom Zé, Matthew Shlomowitz e Ben Harper, direção musical de Miquel Bernat, e com os músicos ao vivo Drumming Grupo de Percussão (Miquel Bernat e Miguel Moreira).

Os figurinos são José António Tenente, o desenho de luz de Nuno Meira, a produção é da Companhia Paulo Ribeiro, em coprodução com o Théâtre De Chaillot, Scène National De Besançon, Fundação Caixa Geral de Depósitos - Culturgest, Teatro Nacional São João, Teatro Viriato e Câmara Municipal de Viseu.

Paulo Ribeiro começou por fazer carreira como bailarino em várias companhias belgas e francesas, e a estreia enquanto coreógrafo deu-se em 1984, em Paris, no âmbito da companhia Stridanse, da qual foi cofundador.

Ali participou em diversos concursos, obtendo, logo no ano da estreia como criador, o prémio de Humor e, no ano seguinte, em 1985, o 2.º prémio de Dança Contemporânea, ambos no Concurso Volinine.

De regresso a Portugal, em 1988, começou por colaborar com a Companhia de Dança de Lisboa e com o Ballet Gulbenkian, também em Lisboa, o qual chegou a dirigir pouco antes da companhia ser extinta, em 2005.

Com o solo "Modo de utilização", interpretado por si próprio, representou Portugal no Festival Europália 91, em Bruxelas, na Bélgica.

Em 1994 foi galardoado com o Prémio Acarte/Maria Madalena de Azeredo Perdigão pela obra "Dançar Cabo Verde", encomenda de Lisboa 94 -- Capital Europeia de Cultura, realizada conjuntamente com Clara Andermatt, e em 1999, o coreógrafo venceu ainda o Prémio Almada do Instituto Português das Artes do Espetáculo.

Desempenhou, entre 1998 e 2003, o cargo de diretor-geral e de programação do Teatro Viriato/CRAE (Centro Regional das Artes do Espetáculo das Beiras), e foi ainda Comissário para a Dança em Coimbra 2003 -- Capital Europeia da Cultura.

Após a extinção do Ballet Gulbenkian voltou ao Teatro Viriato, em Viseu, para ocupar o cargo de diretor-geral e de programação.

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