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Curador português põe marca lusófona em teatro de Berlim

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O português Ricardo Carmona tem incluído espetáculos de artistas portugueses e lusófonos na programação do teatro Hebbel am Ufer (HAU) em Berlim, um dos teatros independentes mais importantes da cidade. Ricardo Carmona, curador do HAU, disse à Lusa que “ser português faz diferença na equipa sobretudo por trazer outra visão de outra zona da Europa” e que “há uma série de ligações que se foram estabelecendo em relação ao Brasil e a Moçambique” representando “uma mais valia um termos de programação”.

O responsável pela programação de dança do HAU referiu que o teatro apresentou no ano passado um espetáculo de Ana Borralho e João Galante, “Sexy MF” e uma performance de Tiago Rodrigues, “By Heart”. A nova temporada do teatro berlinense, que arrancou este mês, vai apresentar “o espetáculo ‘António e Cleópatra’ de Tiago Rodrigues, em abril e a performance da Marlene Freitas ‘De Marfim e Carne’, em maio”, referiu o curador.

Ricardo Carmona afirmou que o HAU tem apostado em performances internacionais já que o teatro tem “bastante capacidade de produzir e apresentar espetáculos”, contando com um financiamento principal da cidade de Berlim, mas também com apoio federal e de candidaturas a projetos europeus.

Este português considera que tanto na Alemanha como em Portugal “a qualidade de pensamento e de espetáculos é extremamente elevado” mas lamentou que a principal diferença seja o apoio financeiro: “em Berlim há bastante dinheiro e isso dá a possibilidade de expansão aos artistas”.

O curador do HAU disse que “neste momento assiste-se a uma fragmentação do tecido cultural e artístico em Portugal que é muito difícil recuperar” e adicionou que “as coisas podem funcionar bem quando existem possibilidades financeiras. E não estamos a falar de milhões e milhões. Estamos a falar de um dinheiro base que tem vindo a ser cortado nos últimos anos em Portugal”.

Ricardo Carmona, 37 anos, é natural de Castelo Branco e começou por estudar biologia mas acabou por ingressar na Escola Superior de Dança de Lisboa, onde mais tarde trabalhou. Em Portugal passou pelas equipas artísticas do Espaço do Tempo em Montemor-o-Novo e pelo Festival Alcântara até 2012, altura em que foi convidado para ingressar a equipa criativa do HAU na capital alemã.

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