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Orfeão de Leiria com menos 150 mil euros

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O presidente do Orfeão de Leiria revelou hoje que a instituição vai ter menos 150 mil euros e menos 110 alunos no próximo ano letivo, caso se confirme a proposta do Ministério da Educação no âmbito do contrato de patrocínio.

"Segundo a proposta do Ministério da Educação e Ciência haverá um corte nos apoios que, no caso do Orfeão de Leiria Conservatório de Artes, será superior a 150 mil euros, o que se traduzirá em menos 110 alunos", afirmou à agência Lusa Acácio de Sousa.

O responsável esclareceu que, após uma reunião em abril, para definir o número de alunos no ensino articulado de Música e Dança, a instituição "candidatou-se com número idêntico de alunos do ano letivo passado, por saber que poderia haver dificuldades de financiamento", sendo "416 alunos na música e 93 na dança".

"Em setembro, já depois de haver distribuição de serviço feito e de termos articulado com as escolas de ensino regular os horários destes alunos, soubemos do corte, que significa menos 110 alunos em todos os níveis de ensino de Música e Dança, iniciação, ensino articulado e ensino supletivo", declarou Acácio de Sousa, lamentando as consequências desta situação.

O presidente do Orfeão de Leiria exemplificou que o corte nos apoios "frustra expectativas de pais e alunos, que é a situação mais grave, pois iam para a Música e Dança e não podem ser admitidos".

"Por outro lado, há pais que tinham feito investimento em materiais pedagógicos e que agora não vão poder ser usados pelos alunos, além de que há vocações frustradas", referiu, considerando que, neste momento, "se está perante uma amálgama, porque há distribuição de serviço que vai ter de ser refeita se nada for alterado por parte do ministério".

Acácio de Sousa adiantou que, "no caso do ensino artístico, vai haver menos horas distribuídas pelos docentes", o que acarreta alterações financeiras para estes, e, "do lado do ensino regular, as escolas terão de incorporar estes alunos de Música e Dança noutras disciplinas".

"Tudo isto é agravado porque o ano letivo começa dia 21 e as respostas às reclamações e listas definitivas dos contratos de patrocínio são conhecidas após 28 de setembro", pelo que "escolas, alunos e pais não sabem como se vão reger neste momento", comentou.

Acácio de Sousa acrescentou que o Orfeão de Leiria Conservatório de Artes, que assinala 70 anos em 2016, reclamou, havendo a expectativa de que "os argumentos sejam atendidos".

O Diário de Notícias informa hoje que "Nuno Crato [ministro da Educação] deixa milhares de alunos sem ensino musical", adiantando que os "cortes drásticos no financiamento apanharam desprevenidas as famílias dos alunos de 97 conservatórios privados".

O presidente do Orfeão de Leiria declarou ter ficado surpreendido com o corte.

"Foi absolutamente inesperado e injusto face às expectativas criadas de todo o universo escolar", sublinhou.

Numa missiva hoje enviada ao ministro, uma encarregada de educação afirma que na terça-feira foi confrontada "com a eventual impossibilidade de financiamento" da filha na escola de ensino artístico especializado de música Orfeão de Leiria.

Na carta, a subscritora considera que "estes cortes cegos, anunciados dias antes do começo das aulas, e após as turmas terem sido aprovadas e publicadas, espelham o desprezo da tutela pelos alunos e famílias", e pede explicações sobre os motivos pelos quais a filha "deixou de poder contar com o apoio financeiro público para iniciar os seus estudos musicais em regime articulado".

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