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Bailarinos perdidos no palácio

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Como é que se dança num foyer? E numa escada? Que bailarinos são estes que ousam um solo de Balanchine ou de Cunningham num corredor qualquer?

Depois de passar por Nova Iorque, Londres e Berlim, o coreógrafo francês Boris Charmatz volta a levar para fora de portas o seu Museu da Dança e, com 20 intérpretes do Ballet da Ópera de Paris, faz uma viagem pela dança do século XX, prometendo surpreender o público que passear pelo Palácio Garnier.

Os bailarinos entregam-se a solos dispersos de nomes maiores da coreografia, muitos deles indispensáveis a qualquer dicionário ou enciclopédia da dança que se preze, como Isadora Duncan, Michel Fokine, Martha Graham, Vaslav Nijinski, Mary Wigman, Pina Bausch, William Forsythe e Anne Teresa De Keersmaeker. Também vão dançar uma coreografia Vera Mantero. Estão espalhadas pelos lugares mais inusitados do palácio e a expectativa é que venham a estabelecer um diálogo de grande proximidade com as pessoas que circulam livremente entre os espaços.

Para isso deverá contribuir o efeito estranheza de ver aqueles corpos moldados com rigor em roupa de rua ou de ensaio, sob uma luz que não foi desenhada e num lugar que não é habitualmente o seu. É o próprio Charmatz que explica que a dança, como quase tudo, também é o se passa à sua volta, também é o que acontece ao mesmo tempo: “O movimento é ocupado pelo contexto. Ele assombra-o”, escreve. “A história, a cultura e a confluência inesperada de corpos desvia-o da sua trajectória inicial.”

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