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Portugueses são dos europeus que menos frequentam espetáculos

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Fãs de telemóveis e de tecnologia, os portugueses mostram-se mais reservados quando se trata de lazer e cultura, sendo mesmo dos cidadãos europeus que menos frequentam espetáculos culturais.

As conclusões constam do estudo ‘Três Décadas de Portugal Europeu’, no qual se faz um balanço da integração europeia, e que vai ser hoje apresentado em Lisboa.

O documento, coordenado pelo economista Augusto Mateus e encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, mostra que, entre 1999 e 2013, Portugal foi o país em que a relevância dos gastos com cultura e lazer mais caiu.

O país distanciou-se ainda mais do padrão europeu entre 2007 e 2013, destacando-se como um dos Estados-membros com menor participação na leitura de livros, ida ao teatro, concertos ou espetáculos de outras artes performativas (ballet ou ópera).

"A proporção de portugueses que assistiu a estas atividades pelo menos uma vez nos últimos 12 meses é a mais baixa entre todos os Estados-membros", adianta o relatório, indicando que as razões invocadas prendem-se com a falta de tempo, falta de interesse e o elevado custo, um motivo referido sobretudo nos países mais afetados pela crise económica.

Em 2013, Portugal era o segundo país que menos gastava em cultura e lazer, superando apenas a Grécia, num panorama europeu "caracterizado pelo declínio geral da participação em atividades culturais", em que as idas ao cinema foram a única atividade a registar uma evolução positiva desde 2007.

Já no caso português o cinema tem vindo a perder espetadores, de forma cada vez mais intensa nos últimos anos, uma tendência que "não pode ser dissociada dos avanços digitais e da concorrência da internet.

Os museus, pelo contrário, têm vindo a conquistar mais adeptos ano após ano, atraindo cada vez mais portugueses e turistas estrangeiros.

Por outro lado, o "Portugal Europeu assistiu a uma evolução radical na facilidade e quantidade de informação partilhada", aderindo em massa ao telemóvel.

Em 2013, por cada 100 pessoas existiam 113 assinaturas de telemóvel, 62 utilizadores de Internet e 24 assinaturas de banda larga fixa, contrastando com as 15 linhas telefónicas por 100 habitantes existentes em 1986.

Também a adesão à Internet de alta velocidade foi significativa: entre os agregados familiares com acesso à internet em casa, a proporção de famílias com acesso à banda larga subiu de um terço em 2003 para 99% em 2013.

Nesse mesmo ano, seis em cada dez portugueses tinham utilizado a Internet nos 12 meses anteriores, quando em 1998 só um em cada dez o tinha feito e apenas 30% nunca tinham acedido à Internet.

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