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Bailarinos da Companhia Nacional de Bailado anunciam greve

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Os bailarinos da Companhia Nacional de Bailado (CNB) entregaram esta segunda-feira um pré-aviso de greve para julho em protesto contra um projeto de lei sobre as suas carreiras e estatuto.

De acordo com o CENA - Sindicato dos Músicos, dos Trabalhadores do Espetáculo e do Audiovisual, a greve dos bailarinos deverá afetar os espetáculos da CNB de julho, agendados para Almada e Lisboa.

A razão da greve centra-se num projeto-lei do Governo que "mais do que se preocupar com a carreira dos bailarinos do bailado clássico e contemporâneo, procura encontrar formas, mais ou menos, explícitas de pôr termo, prematuramente, às suas carreiras", lê-se na nota de imprensa.

"O diploma não corresponde de modo algum ao prometido Estatuto do Bailarino da CNB", sustentam os bailarinos da companhia, alertando que acaba com os atuais vínculos laborais e não acautela as especificidades profissionais decorrentes do desgaste físico.

Em causa está projeto-lei que o governo quer ver aprovado e que prevê fim dos vínculos de um bailarino à companhia aos 38 anos. "Não há mais nenhuma profissão em que isto aconteça, não deixam o bailarino chegar à reforma. Vai ter de, a certa altura na sua vida, esquecer tudo o que está para trás e mudar de vida", José Carlos Oliveira, da Comissão de Trabalhadores da Companhia Nacional de Bailado (CTCNB), refere-se ao projeto-lei que o Governo quer levar à Assembleia da República (AR) e que motivou o pré-aviso de greve dos bailarinos, apresentado ontem. O diploma da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) prevê que, aos 38 anos, um bailarino da Companhia Nacional de Bailado (CNB) deixe de ter com esta qualquer vínculo e possa ser dispensado.

Atualmente, um bailarino da CNB pode reformar-se aos 55 anos sem penalizações, ainda que não receba a reforma por inteiro, uma vez que, para que tal aconteça, um trabalhador tem de contar com 40 anos de descontos. Contudo, a penalização é pequena, pois a idade média de começo de carreira de um bailarino é entre os 17 e 18 anos. "Este diploma não teve estudo nenhum e nunca nos ouviram. Agora, dizem que trabalharam nisto durante dois anos. Mas só à ultima hora, quando tinham já a coisa feita, é que agendaram duas reuniões [nos últimos dois meses]" argumenta ainda José Oliveira, que conta 30 anos de casa e 52 de idade.

Os bailarinos lamentam ainda a falta de diálogo com a tutela, "tendo havido apenas duas reuniões nos últimos dois meses", e exigem a "abertura de um processo participado de elaboração de um verdadeiro Estatuto", que é exigido por estes profissionais há mais de uma década.

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