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Quatro bailarinos portugueses cumpriram hoje as primeiras provas do Prix Lausanne

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Quatro bailarinos portugueses iniciaram hoje as provas de competição do Prix de Lausanne, um dos mais importantes concursos de dança clássica a nível mundial, que este ano cumpre a 43.ª edição, na cidade suíça.

Este ano, há quatro portugueses selecionados - Teresa Dias, Alice Pernão, Francisco Patrício e Miguel Pinheiro -, da Escola de Dança do Conservatório Nacional, de Lisboa, sendo retomada a presença em competição, depois de, no ano passado, não ter havido nenhum português selecionado.

O Prix de Lausanne transforma, esta semana, a cidade olímpica na capital da dança, acolhendo 70 jovens de 18 países, entre 38 bailarinas e 32 bailarinos.

Ao contrário de outros concursos, no Prix de Lausanne, os candidatos, são avaliados diariamente, em sessões com professores, por um painel de nove especialistas de dança clássica e contemporânea.

"Procuramos o potencial de um jovem bailarino para se tornar um bailarino profissional", disse à Lusa a diretora artística do Prix de Lausanne, Amanda Bennett.

Esta característica, que valeu o reconhecimento da prova, faz com que a semana se perspetive cansativa, física e psicologicamente, mas também enriquecedora para as futuras estrelas da dança.

Teresa Dias, 17 anos, pela primeira vez neste concurso, aprecia o facto de a avaliação do bailarino ser global. "O bailarino não é só um bailarino de `variação`, ou também um bailarino de `aula`, tem de ter um pouco de tudo", disse à Lusa a estudante de dança.

Neste primeiro dia de provas, Alice Pernão, de 17 anos, iniciou a sua primeira audição, perante o júri. "Tivemos uma aula de [ballet] clássico. Estava nervosa porque foi a primeira com o júri (...) Mas, vamos tentar fazer o nosso melhor", disse.

O Prix de Lausanne também permite aos alunos aprenderem novas técnicas e ideias dos professores de dança clássica e contemporânea.

"É [possível] aprender ao máximo toda a técnica e experiência que nos dão os professores", disse à Lusa Francisco Patrício, de 17 anos, e o seu colega Miguel Duarte, com a mesma idade, para quem esta é "uma experiência enriquecedora".

Entre os candidatos lusófonos, estão também em competição cinco brasileiros, os únicos provenientes da América Latina.

Tallison Costa, 17 anos, disse à Lusa que "é uma sensação maravilhosa estar [em Lausanne], porque é um festival muito concorrido".

Durante a semana, os alunos dançam num palco inclinado, o que exige tempo de adaptação.

O bailarino brasileiro Victor Caixeta, 15 anos, oriundo de Minas Gerais, disse à Lusa que, "depois de o pé se acostumar, vai dar tudo certo".

Os outros concorrentes brasileiros são Marco Vinicius Souza Silva e Paula Rosa Santana do Bale, do Teatro Escola Basileu França, em Goiânia, Estado de Goiás, e Marcelo Ferreira, do Ballet Adriana Assaf, de São Paulo.

Um quinto português, Diogo de Oliveira, da Domus Dança, no Porto, inicialmente anunciado como candidato, cancelou a participação, decisão tomada com a direção do Prix de Lausanne, segundo o professor Alexandre Oliveira, diretor da escola portuense.

O bailarino "não queria encontrar-se na eventual situação de receber um prémio que poderia não querer utilizar [uma bolsa ou uma residência numa companhia internacional], ou estar a privar algum candidato de uma oportunidade", disse à Lusa Alexandre Oliveira, que reconhece haver perspetivas interessantes em Diogo Oliveira.

A Escola de Dança do Conservatório Nacional contabiliza os quatro candidatos portugueses, mas também um aluno japonês, Ito Mitsuru.

Desde 2007, a escola de Lisboa tem sido aceite como associada do "Prix de Lausanne", o que implica respeito de condições e normas, em termos artísticos, como destacou a diretora artística do prémio, colocando-a a par das melhores escolas a nível mundial.

"No final [das provas], os alunos receberam uma formação e educação completa a nível da escola e da dança", explicou Amanda Bennett.

Criado em 1973, o Prix de Lausanne, destinado a jovens bailarinos entre os 15 e os 18 anos, em fase final da formação, é um dos mais respeitados concursos de dança a nível mundial.

Os 20 finalistas desta edição vão ser conhecidos na sexta-feira. A final realiza-se no sábado, após a qual vão ser anunciados os vencedores das seis bolsas que estão em jogo este ano.

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