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Retrospetiva celebra 40 anos de carreira da coreógrafa e bailarina Olga Roriz

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Uma retrospetiva que celebra os 40 anos de carreira da coreógrafa e bailarina Olga Roriz, e dos 20 anos da sua companhia, vai decorrer no São Luiz Teatro Municipal em fevereiro, em Lisboa, estendendo-se depois pelo país.

De acordo com a programação do São Luiz, entre 06 a 14 de fevereiro, serão apresentadas coreografias, conversas, filmes e vídeos, numa coprodução da Companhia Olga Roriz, Centro Cultural de Belém, Companhia Nacional de Bailado, Teatro Nacional São João e São Luiz Teatro Municipal.

O São Luiz propõe-se revisitar o percurso desta coreógrafa, começando pela peça "A Cidade", a 06 e 07 de fevereiro, sobre os vários sinais, marcas e segredos da vida urbana, desde a solidão, as relações efémeras e a falta de espaço.

Com direção e figurinos de Olga Roriz, esta peça terá interpretação de Sylvia Rijmer, Maria Cerveira, Bruno Alexandre e Bruno Alves, seleção musical de Olga Roriz e João Raposo.

No dia 07, está prevista uma conversa, às 18:30, no Jardim de Inverno, com entrada livre, com a presença de duas figuras conhecedoras do universo e do percurso de Olga Roriz: João Carneiro, jornalista e crítico de arte, e Daniel Tércio, professor e ensaísta, com moderação de Aida Tavares, diretora artística Teatro São Luiz.

Entre 11 e 13 de fevereiro, serão exibidos vídeos e filmes sobre o repertório da Companhia Olga Roriz, às 18:30, no Teatro-Estúdio Mário Viegas, com entrada livre.

"Introdução ao Princípio das Coisas II, Finisterra II" (1995), "Propriedade Privada" (1996), "Os Olhos de Gulay Cabbar" (2000), "Jump-Up-And-Kiss-Me" (2003), "Paraíso" (2007), "Inferno" (2008), "Nortada" (2009), "Electra, A Sagração da Primavera" (2010), "A Sagração da Primavera-Solo" (2013) e "Terra" (2014) são alguns dos vídeos, com coreografias de Olga Roriz, a exibir no âmbito da retrospetiva.

A 13 e 14 de fevereiro regressa a dança com "Pets", às 21:00, na sala principal do São Luiz, sobre as relações entre as pessoas, ora marcadas pela dependência, pelo afeto, pela crueldade, pela rotina, pelos jogos de sedução e pelo desejo.

Este espetáculo tem direção e figurinos de Olga Roriz, e as interpretações serão de São Castro, Maria Cerveira, Marta Lobato Faria, Bruno Alexandre e Bruno Alves, com seleção musical de João Raposo e Olga Roriz.

No final do ano passado, a Culturgest também assinalou a aproximação dos aniversários de carreira de Olga Roriz e da sua companhia, apresentando o solo "Os olhos de Gulay Cabbar", estreado no Festival Citemor, em 2000.

Este ano serão repostas, em várias salas de espetáculo, em Portugal e no estrangeiro, algumas das obras mais emblemáticas de Olga Roriz, uma das coreógrafas mais destacadas do universo da dança em Portugal.

Nascida em Viana do Castelo, em 1955, Olga Roriz, estudou ballet clássico e dança moderna com Margarida Abreu e Ana Ivanova, ingressou na Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa e tornou-se primeira bailarina do Ballet Gulbenkian, onde foi depois convidada a coreografar.

Em 1995, viria a criar a Companhia Olga Roriz, que atualmente está instalada no Palácio Pancas Palha, cedido pela Câmara Municipal de Lisboa.

Na área do cinema, realizou os filmes "Felicitações Madame", "A Sesta" e "Interiores".

Olga Roriz foi distinguida, entre outros galardões, com o 1.º Prémio do Concurso de Dança de Osaka -- Japão (1988), o Prémio Almada 2004, o Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores e MilleniumBCP 2008 e o Prémio da Latinidade 2012.

Em 2004 foi condecorada com a insígnia da Ordem do Infante D. Henrique -- Grande Oficial.

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