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Ministério da Educação põe em risco situação financeira da Academia de Dança Contemporânea de Setúbal

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O ministério da Educação e Ciência (MEC) deve “cerca de 70 mil euros à Academia de Dança Contemporânea de Setúbal (ADCS)”, informa Iolanda Rodrigues. A professora deste estabelecimento de ensino explica que “os docentes e os restantes funcionários, não recebem há quatro meses e ainda não receberam o subsídio de Natal, nem sabem quando vão ver a sua situação financeira resolvida”.

A também membro da direção pedagógica da academia revela que “têm telefonado todas as semanas para a diretora financeira do MEC”, já “enviaram cartas por e-mail e por correio” e também já foi “enviada uma carta para a tutela, assinada por todos os docentes, não tendo até ao momento a academia recebido qualquer resposta das várias tentativas que fez”. Iolanda Rodrigues acrescenta que, como forma de “alertar a população em geral da situação das escolas de ensino artístico especializado” e com o “objetivo de encontrar uma possível solução, enviaram um comunicado para vários órgãos de comunicação social” e “têm feito apelos nas redes sociais”, tendo como slogan “Pelo ensino artístico estamos de luto”.

A docente sublinha que a academia depende, atualmente, “do MEC” e das “mensalidades dos alunos”, precisando de arranjar “outro tipo apoio financeiro”, para “cobrir os impostos que são certos”, como o pagamento às “finanças”, à “Caixa Geral das Aposentações” e à “Segurança Social”. Iolanda Rodrigues lembra que mesmo “sem terem recebido o subsídio da tutela estas contas têm de ser pagas”, porque a “verba não é desbloqueada se tiverem dívidas”, tendo como tal, de “recorrer, algumas vezes, a empréstimos”, ficando os “membros da direção como avalistas”.

No ano passado a “transferência do MEC foi feita a 31 de Dezembro à tarde”, tendo “os funcionários da academia recebido, todo o ordenado em atraso, quatro ou cinco dias depois, dependendo da entidade bancária”, informa a professora. Marina Sacramento refere que as “mecenas” podiam ser uma “outra forma de encontrarem algum apoio financeiro”, contudo já “enviaram cartas para as empresas locais” e “até agora não tiveram qualquer resposta”, situação que compreende devido à “crise financeira e económica que se instalou no país”, que de “forma direta ou indireta afeta a todos”.

Neste momento a Academia de Dança Contemporânea de Setúbal sobrevive “apenas com as mensalidades dos 80 alunos”, que, por vezes, “é incerta por haver cada vez mais famílias carenciadas” que têm “dificuldade em pagar”, tendo a “escola de criar facilidades de pagamento” para que os “alunos, que são futuros artistas de Portugal, não sejam privados das aulas”, esclarece a professora de ensino artístico. A docente considera que o “número de alunos não é maior”, porque a “academia localiza-se no desterro da cidade”, o que “dificulta a deslocação dos alunos” e dos “encarregados de educação que vêm de diferentes pontos do país”.

Marina Sacramento adianta que “já viram um espaço no centro de Setúbal”, mas “não têm financiamento para a remodelação do mesmo”, que ronda “os 200 mil euros”. A docente sente que já “fizeram tudo o que estava ao seu alcance para avisar o MEC da situação da academia” e que ainda “não fecharam a escola por amor à profissão” e “por considerarem não ser bom para o físico dos alunos ficarem muito tempo sem treinar”. A professora adianta que “não vão baixar os braços”, porque a direção tem como “objetivo dar continuidade ao projeto dos fundadores”.

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