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Companhia de Dança de Évora estreia em Sintra 'Eros e Psiquê'

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A produção intitula-se ‘Eros e Psiquê’ e vai ser apresentada ao público no Centro Cultural Olga Cadaval, às 21:30, seguindo-se uma digressão nacional e internacional prevista terminar em 2016, revelou hoje a Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE).

A lenda mitológica de Eros e Psiquê e a linguagem surrealista do filme ‘Belle et la bette’, de Jean Cocteau, foram as inspirações para esta peça.

Mas, apesar de assentar na mitologia grega, trata-se de "uma história passada para a atualidade e uma peça de dança contemporânea", explicou hoje à agência Lusa a coreógrafa Nélia Pinheiro.

"O Eros, na mitologia grega, representa o deus do amor, enquanto a Psiquê representa a alma. É uma história que atinge uma profundidade ao nível da psicologia e que fala da evolução da alma e do ser humano, através do amor e da perda", referiu.

A rejeição e censura em relação às diferenças de aparência, a superficialidade dos sentimentos e o amor como resposta possível são temáticas abordadas, com o intuito de fomentar o olhar para além das aparências.

Dançada pela própria Nélia Pinheiro e pelos bailarinos Gonçalo Andrade e o Emilio Cervelló, a peça mostra como "Psiquê perde o amor de Eros e as inúmeras dificuldades por que passa para lhe mostrar que existe um amor verdadeiro".

"Quis também falar um pouco da duplicidade e, por isso, o meu Eros tem duas personalidades, uma exterior e a outra mais interior. No fundo, todos nós temos este lado mais profundo, onde guardamos o verdadeiro eu", realçou a coreógrafa e bailarina.

Durante "boa parte" da coreografia, continuou, "a Psiquê não consegue ver o Eros e, quando decide olhá-lo é quando o perde, significando esse olhar vê-lo com os olhos interiores e tocar o verdadeiro Eros, que tem receio de ficar exposto e foge".

A equipa de criativos desta produção é composta também por José António Tenente (figurinos), Paulo Graça (luz), Inês Teles (cenografia) ou Maria Palmeirim (acompanhamento artístico), entre outros.

"É uma peça muito onírica e, a nível visual, é um trabalho muito do sonho, do subconsciente", acompanhado por "uma banda sonora contemporânea", frisou.

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