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À Conversa Com...Ricardo Runa "Kayzer Ballet"

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Ricardo Runa é uma jovem promessa no panorama da dança nacional. Com apenas 23 anos, Ricardo já interpretou os bailados Quebra Nozes, Romeu e Julieta e Cinderella, enquanto membro da Gwinnett Ballet Theatre, em Atlanda, Estados Unidos da América. De regresso a Portugal, voltou à sua cidade de origem, a Covilhã, ontem arrancou com um projeto pioneiro, a primeira companhia portuguesa de bailado jovem, Kayzer Ballet.

Como nasceu a tua ligação à dança?
A minha ligação à dança surgiu aos 8 anos, no ATL da minha mãe, onde comecei a fazer ballet. No entanto, como esta é uma cidade do interior onde existe um pensamento mais retrógado, as pessoas não aceitavam bem o facto de um rapaz fazer ballet, e, ao sofrer por parte da sociedade, deixei a dança. A paixão voltou mais tarde quando tinha 18 anos, fui para o Conservatório da Covilhã onde estive cerca de 4 meses, depois fiz audições para a Escola de Dança do Conservatório Nacional em Lisboa e fui aceite. Foi uma enorme felicidade saber que me tinha sido dada a oportunidade de trabalhar com os excelentes profissionais desta escola. Foi uma luta durante os 3 anos que passei na EDCN, trabalhei bastante pois comecei a dançar muito tarde e não tinha o nivel técnico dos meus colegas, e por isso esforcei-me muito. Cheguei a trabalhar 12 horas por dia, fazia aulas com turmas de anos mais baixos e tudo, mas correu muito bem, tive uma boa aprendizagem e concluí a minha formação.

Quais os pontos mais altos da tua carreira?
Os pontos mais altos da minha carreira foram, sem dúvida, fazer papeis principais em Atlanta, nos Estados Unidos com a companhia Gwinnett Ballet Theatre, onde tive a oportunidade de dançar os bailados Quebra Nozes, Romeu e Julieta, Cinderella, entre outros. O facto de dançar os papeis principais destes bailados fez-me crescer muito como pessoa e como artista, foi uma grande aprendizagem, e tive a oportunidade de trabalhar com excelentes profissionais.
Diria que outro dos pontos mais altos da minha carreira está precisamente a acontecer neste momento, com a criação da Kayzer Ballet, pois tem sido um desafio gigante e uma grande aprendizagem.

Porquê Kayzer Ballet?
Não existe um porquê para a companhia se chamar Kayzer Ballet, simplesmente gostei do nome, achei curto e que fica no ouvido e gosto da força do nome. Mais tarde, quando pesquisei sobre a palavra verifiquei que não era assim tão mau, pois significa "imperador". Menos mal, poderia ser pior. De facto não dei o nome mesmo pela sua tradução, mas sim por achar que fica no ouvido e é isso que pretendo.

Porquê a Covilhã para casa deste projeto?
A Covilhã pois é a terra onde eu nasci, onde tenho laços fortes e o interior não tem nada, é sempre esquecido. Estamos a tentar mudar isso e fomos recebidos de braços abertos pela cidade.


Quem são os Kayzer Ballet?
Fazem parte do Kayzer Ballet bailarinos profissionais jovens entre os 18 e os 25 anos, que concluíram recentemente a sua formação e alguns que já têm alguma experiência profissional mas que tiveram dificuldades em ingressar no mercado de trabalho. Temos bailarinos de várias partes do mundo como Rússia, Japão, Itália, Espanha, República Checa e, claro, Portugal.

Qual o estilo que melhor vos caracterizam? E o que vos diferencia?
Não existe um estilo que nos caracterize, somos uma companhia versátil, dançamos desde Clássico até ao Contemporâneo. Também não existe nada que nos diferencie de outra companhia jovem em Portugal, pois, que eu tenha conhecimento, somos a única com este tipo de repertório.

O que podemos esperar desta companhia?
Podem esperar desta companhia um grupo de jovens com muito talento, garra e ambição. Queremos promover qualidade, tanto no nosso repertório como nos nossos bailarinos. O importante desta companhia é dar aos bailarinos a oportunidade de ganhar experiência de palco e continuar a desenvolver as suas capacidades técnicas e artísticas.

Quais os projetos que já estão em desenvolvimento e onde os poderemos ver?
Neste momento estamos a preparar vários espetáculos, de diferentes estilos.
Estaremos no dia 25 de outubro, pelas 21:30, no Teatro Municipal da Covilhã, com a peça "Looking for a place to live" de minha criação, uma peça contemporânea que está integrada no Festival Contradança organizado pela ASTA, companhia de teatro.

Algo que gostasses de acrescentar?
Contamos com a vossa presença e com o vosso apoio, podem fazer um donativo para apoiar a companhia aqui: http://www.gofundme.com/et7qzk
Precisamos de fundos para podermos trazer coreógrafos de qualidade.

Texto de Rita Bastos | eDANCE
Fotografias cedidas por Ricardo Runa

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