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Sabotadores Secretos do teu Corpo

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O interior do teu corpo sabe precisamente o que fazer para te tornares numa nova e melhorada versão de ti próprio em palco. A excitação da atuação faz com que exista a libertação de epinefrina, uma hormona que faz o coração trabalhar mais depressa e apura os sentidos. Também produz endorfinas, aumentando a sua confiança e arte.

Mas e se algo que fizeste ontem anular este efeito natural? E se os hábitos do dia-a-dia diminuirem a tua vivacidade, comprometendo o teu metabolismo? Os princípios básicos de alimentação adequada, repouso e exercício parecem simples, mas para os dançarinos, há falhas bioquímicas que vêm com os horários irregulares e intensas horas de trabalho.

Bebendo e Perdendo
O álcool pode colocar uma carreira de dança em perigo. Mesmo sendo apenas uma noite de bebedeira pode ter efeitos como a diminuição do desempenho atlético de 11 a 30 por cento. Isso porque, enquanto o metabolismo não processar completamente o álcool, o fígado não é capaz de reabastecer os músculos com glicose. Além disso, apenas uma bebida pode interromper a produção das hormonas de crescimento humano, importante para a recuperação muscular. Também pode causar desidratação, prejudicando o equilíbrio. No dia seguinte ou até mesmo uma semana depois, o ritmo cardíaco do bailarino pode ser demasiado alto, pois os músculos estão enfraquecidos e eles têm de lutar.

Se bebes um copo de vinho ou uma cerveja de vez em quando, come uma boa refeição antes, e inicia a re-hidratação o quanto antes. A combinação de carbo-hidratos e gorduras, vai ajudar a recuperação muscular do treino diário, enquanto retarda a absorção do álcool no sangue. Sumos naturais são melhores do que bebidas de dieta, pois estas podem acelerar a absorção.

Um estudo de 2013 sugere que a SPRITE acelera a decomposição do álcool mais rapidamente do que outras bebidas. Água com gás também funciona. Comer um pequeno-almoço que inclui ovos, torradas, um sumo de banana e frutas vai ajudar a estabilizar e repor energia.

Ficar em Casa
Os jogadores de alguns clubes de futebol no Reino Unido tomam suplementos de vitamina D com regularidade. E os jogadores treinam ao ar livre, onde os seus corpos estão expostos à luz solar, a melhor fonte de vitamina D disponível. Entre os bailarinos, que treinam em ambientes fechados, são detetados baixos níveis de vitamina D no sangue. Uma equipe do Reino Unido de médicos e pesquisadores têm mostrado que os bailarinos de elite que complementam as suas doses de vitamina D nos meses de inverno, retêm maior força isométrica e capacidade de salto vertical, e reduzem o risco de lesões dos tecidos moles.

Correndo no Vazio
Devido à intensa exigência atlética da dança assim como o ideal de estética que reflete a magreza, os bailarinos estão num risco elevado para "a deficiência relativa de energia". E não são apenas as mulheres: atletas do sexo masculino fazem dieta, overtraining e sofrem as consequências em números bastante significativos. Atuar sem a energia adequada traz sérios riscos de saúde. Pode refletir-se na sua resposta ao stress, causando ansiedade ou depressão, e deixá-lo suscetível à doença. Engana o apetite e pode levar a impulsos de compulsão alimentar quando o corpo chora "fome" para o cérebro. As alterações metabólicas diminuem a força muscular e resistência visto que as reservas de glicogênio permanecem consistentemente baixa. O cérebro também é afetado, causando baixa concentração e julgamento prejudicado.

O Comitê Olímpico Internacional recomenda duas formas de tratar a deficiência relativa de energia: a adição de uma refeição líquida rica em nutrientes e definição de um dia de descanso semanal. Idealmente, os bailarinos com este problema também devem recorrer a uma equipa de apoio interdisciplinar, incluindo um nutricionista desportivo, fisiologista e psicólogo com experiência em treinamento desportivo.

Poupando no Sono
A qualidade do sono faz a diferença no palco. E porquê que o sono faz tanta diferença? Os genes que controlam a produção e trânsito de macromoléculas para nossas células são ativadas enquanto dormimos. Estas macromoléculas repararam as nossas células (incluindo músculos e ossos) e recarregam o nosso sistema imunológico. Quanto menos horas de sono tu tens, mais tempo demora a recuperação de pequenas dores. O sono inadequado também resulta em má regulação das hormonas que controlam o apetite e promove o ganho de peso. Os pesquisadores ainda comparam a falta de sono à forma que o álcool prejudica a coordenação, a acuidade mental e resistência.

Sete a oito horas de sono é considerado bom para a maioria dos adultos, no entanto 9 a 10 horas de sono é o ideal até a idade jovem adulta (22 anos a 25 anos). Um estudo de 2011 descobriu que estender o sono por uma hora em jogadores de basquete da faculdade resultou em sprints mais rápidos e tiros mais precisos.

Este artigo foi escrito por Lynn Love para Dance Magazine e traduzido e adaptado pela eDANCE - Marketing e Comunicação em Dança

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