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Associação PLATEIA preocupada com "desagregação profunda" do setor das artes

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A direção da Associação de Profissionais das Artes Cénicas (PLATEIA) disse hoje à agência Lusa que é preocupante a "desagregação profunda" do setor das artes em Portugal, provocada pelos cortes na área da cultura acentuados este ano.

A associação, com sede no Porto, reuniu-se na quarta-feira com o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, na sequência de um pedido de audiência feito em abril.

A Plateia representa cerca de 80 profissionais a título individual e 20 estruturas artísticas do norte de Portugal, das áreas do teatro e da dança, maioritariamente da zona metropolitana do Porto.

Na sequência do encontro, a associação divulgou um comunicado manifestando "profunda preocupação com os problemas que afetam a cultura, e em particular a criação artística nas áreas do teatro e da dança".

No comunicado, criticam o "progressivo desinvestimento, com o orçamento para a cultura atirado para valores residuais que não permitem o acesso da população à criação artística contemporânea, e comprometem o tecido profissional, e em particular as gerações mais jovens".

Contactado pela agência Lusa sobre a reunião, Carlos Costa, um dos três membros da direção da PLATEIA, disse que não obteve "qualquer eco" do secretário de Estado, na reunião, para resolver os problemas que a entidade apresentou.

"Na perspetiva do secretário de Estado, no quadro da situação de crise do país, os recursos que existem são os possíveis, mas o setor e o público que consome espetáculos discorda disso. O possível poderia ser outro", avaliou.

Sobre as respostas dadas por Jorge Barreto Xavier à PLATEIA, o membro da direção disse que "apenas se disponibilizou para resolver um problema técnico que tem a ver com a plataforma eletrónica da Direção Geral das Artes".

"Relativamente às questões políticas, nada tem perspetiva de mudança", disse Carlos Costa, observando que o país foi penalizado com a crise, mas a cultura "foi a área que mais cortes sofreu, em proporção".

O impacto dessa situação, salientou, levou à "diminuição do acesso da população à cultura, custos sociais e desregulação laboral" no setor das artes, que estão a "provocar o seu colapso".

Em junho, quando o secretário de Estado da Cultura foi ouvido no parlamento, indicou que os resultados dos apoios à artes deste ano deverão ser divulgados durante o mês de julho.

A Secretaria de Estado da Cultura (SEC) anunciou em março que abriu os concursos públicos de apoio às artes nas modalidades de apoio pontual e internacionalização, para um máximo de 105 entidades, optando por não abrir este ano a modalidade anual.

O valor global a atribuir este ano pela SEC em apoios públicos às artes apoios públicos - para desenvolver projetos nas áreas do teatro, música, artes plásticas e digitais, arquitetura, dança, design e fotografia - é de 15,025 milhões de euros.

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