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Jim Morrison, em Paris, coreografado por Paulo Ribeiro

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A segunda semana do festival "Chantiers d'Europe", em Paris, é marcada pela subida ao palco do espetáculo "JIM" de Paulo Ribeiro, de 10 a 14 de junho.

A criação do coreógrafo português, que já foi apresentada noutras cidades francesas, estreia-se em Paris no "Théâtre des Abbesses", uma sala gerida pelo "Théâtre de la Ville", dirigido pelo encenador lusodescendente Emmanuel Demarcy-Mota.

"O Paulo Ribeiro é uma escolha da programação do Théâtre de la Ville porque conhecemos bem o trabalho dele, já o tinha convidado e estou muito contente que ele esteja presente", disse à Lusa Emmanuel Demarcy-Mota.

JIM é inspirado em poemas e no disco póstumo de Jim Morrison "An American Prayer", e dedicado a Bernardo Sassetti, o músico que morreu em 2012.

"A ideia inicial foi olhar para estes poetas malditos porque são pessoas que consumiram a vida em prol da sua arte e morreram todos prematuramente. Como a dança é, sobretudo, uma linguagem poética que toca pelo invisível - não pelo que mostra, mas pela energia que espoleta - tanto nos poetas como nos músicos há esse ponto em comum, a revisitação de um tempo que é um tempo sem tempo. O Jim Morrison é transversal à minha geração, a uma mais velha e a outra mais jovem", explicou Paulo Ribeiro à Lusa.

Jim Morrison, vocalista dos The Doors e um dos ícones mais contestatários da década de 60, está enterrado no Cemitério do Père-Lachaise, em Paris, um dos pontos turísticos da capital francesa.

Por isso, Paulo Ribeiro admite que possa haver mais curiosidade do público de Paris, ainda que avise que não fala propriamente do Jim Morrison porque a peça "está mais virada para uma sensibilidade que é fiel ao espírito do Jim".

O coreógrafo explica, ainda, que na base da criação de JIM, está a importância da "reivindicação de uma certa liberdade, algo caraterístico nos anos 60 e 70", sublinhando que quando estava a criar o espetáculo teve "a impressão que havia qualquer coisa que estava a nascer em termos sociais", sentindo que "os indivíduos querem ser respeitados enquanto indivíduos e não enquanto massa".

A companhia de dança contemporânea Paulo Ribeiro tem 19 anos, produziu 30 espetáculos e soma perto de 400 apresentações em salas nacionais, tendo passado por vários palcos da Europa, Brasil e Estados Unidos da América.

"Estar em Paris - e numa instituição como o Théâtre de la Ville - é importante. São estas instituições que legitimam um trabalho e lhe dão mais destaque e relevo. Quem me dera que nós conseguíssemos ter instituições em Portugal que também tivessem este peso e esta força como Paris tem", disse Paulo Ribeiro.

A quinta edição do Chantiers d'Europe é dedicada a Portugal, Espanha, Grécia e Itália, começou a 3 de Junho e prolonga-se até dia 28, assumindo-se como "um momento europeu de criação em Paris, com vários teatros e programadores, para pensar o futuro com as novas gerações artísticas", concluiu o "pai" do festival, Emmanuel Demarcy-Mota.



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