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À Conversa com...Renata Gui "Vida de Professora de Dança durante a Gravidez"

. . 1 comentário:
Renata Guisantes tem 28 anos e é de Viana do Castelo. Professora de danças urbanas e fundadora da escola de dança Urban Creations, Renata apenas se iniciou neste mundo durante a sua vida universitária, pois nem sempre gostou de dança, mas assim que conheceu o hip hop, na Convenção de São João da Madeira, em aulas de Sugapop e Patrick Chen, apaixonou-se por este estilo e fez desta dança a sua vida.

Renata foi recentemente mamã e partilhou connosco a vida de grávida de uma profissional de dança.

Como foi o teu primeiro contacto com a dança? 
Quando era pequena eu não gostava nada de dança, tanto que nem deixava os meus pais dançarem. Entretanto entrei na faculdade de desporto em Coimbra e logo no primeiro semestre tive aeróbica com a professora Cristina Senra (Tinoca). Eu era uma autêntica pé de chumbo, ia sempre para o lado contrário mas esforçava-me (risos), a  minha nota foi pelo esforço não pela performance.
Nesse mesmo ano resolvi ir à convenção de São João da Madeira na qual apanhei aulas de Suga Pop e Patrik Chen. Aí sim, foi amor à primeira vista pelo hip hop. A partir daí comecei a fazer formações e nunca mais parei!

E a partir daí? Como te iniciaste nesta profissão?
Depois dessa convenção comecei a fazer vários workshops relacionados com hip hop e no final do meu curso abri uma turma de Hip Hop exibição em Cantanhede. Ainda em estágio ia a aulas em Famalicão com o Zé Manuel, era cansativo mas aprendi bastante. Depois tive de voltar para Viana do Castelo e deixar Coimbra. Em Viana, comecei por ter uma turminha de kids, dava aulas em escolas e nos ginásios (mais voltada para a vertente fitness) mas continuava no hip hop com a minha turminha. Como em Viana não havia grande cultura de hip hop resolvi ir para o Porto fazer aulas com os Just Dance School e para Famalicão ter aulas com o João Marques. Senti que evoluí imenso com o Nando e com o João. Fui a Londres, à Pinneapple, fazer formação e andei por Portugal a fazer as formações que podia. Dei masterclasses na convenção Mundo hidro (na vertente terra e lirical hip hop), na convenção da Mealhada e vários workshops tanto no norte como no centro. A minha "escolinha" de hip hop (Urban Creations) foi crescendo e agora tenho 6 turmas de Kids e de mais velhos (à qual chamo Masters), o que totaliza perto de 100 alunos.

Como é manter a atividade de profissional de dança durante a gravidez?
A minha gravidez foi relativamente tranquila, não tinha grandes sintomas o que ajudou imenso na profissão. Tive um pouco de receio nos primeiros meses, então preparei o espetáculo de Natal em dezembro, Fiz as coreografias todas em setembro, outubro e parte de novembro. Assim, em novembro e dezembro os alunos limparam coreografias e treinaram-nas para ficar perfeito para o espetáculo e o meu esforço físico foi menor.
Em janeiro, já tinham passado os primeiros meses e eu sentia-me ótima, o bebé estava a crescer muito bem, e por essa razão dava as aulas normalmente, passei imensas coreografias para que, no final da gravidez, os meus alunos pudessem revê-las e eu conseguia poupar-me, pois não sabia como iria ser o final de gravidez.
Consegui conciliar assim as minhas aulas e as minhas turmas. Dei aulas aos mais velhos até à última semana, para os mais novos arranjei uma professora substituta. Agora que tive o meu Gustavo, tenho professoras a substituir-me durante 1 mês, que é o tempo mínimo de recuperação pois fiz cesariana, mas em junho volto à dança.

Quais as principais dificuldades que sentiste? Tiveste de fazer alguma adaptação à tua vida profissional durante este período?
As maiores dificuldades foram as coreografias, gosto de meter os 3 níveis e, no final da gravidez, o chão tornava-se complicado. Tive de adaptar um pouco as coreografias, pois saltos e descidas rápidas eram mais complicadas, mas adaptei bem e quando eu não conseguia explicava e os alunos executavam.

E agora como vais conciliar a vida de "recém-mamã" com a vida da dança?
A vida da recém mama torna-se mais simples com os meus pais reformados e a mãe do meu marido também em casa. Então torna mais fácil deixar o bebé num deles durante umas horas.

Um desejo?
Desejo que a minha vida de dança não acabe nunca e gostava que o meu Gustavo também tivesse esse bichinho, mas ele é que escolherá :)

E um grande sonho?
Grande sonho? Estados Unidos, fazer formação, fazer espectáculos, estar com os melhores dos melhores e aprender com eles :)

Texto de Rita Bastos | eDANCE

Fotografia cedida por Renata Guisantes


1 comentário:

  1. Parabéns Renata Gui.. um exemplo, uma gravidez fantástica que espero um poder passar por momentos como os teus, bem mexidos e com um ser lindo a crescer dentro de mim.. és uma excelente professora, amiga, mulher e certamente mãe.. continua assim e daqui a uns aninhos iremos ver o teu lindo fruto a dançar, pois com certeza que vai gostar de dança, para quem nasceu no dia antes do Dia Internacional da Dança... já quis nascer antes para poder dançar a vontade no dia que tanto ele como os papas amam.. continua assim.. Grande Renata! Filipa

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