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Dança quer ter um seguro

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O PS retomou um projeto de lei que se arrasta há 20 anos, e há mais de 12 meses que o documento aguarda uma posição do Governo. Em causa está um "seguro suplementar, à semelhança do que têm os desportistas, para todos os bailarinos profissionais", explica ao CM Inês de Medeiros, coordenadora do grupo de trabalho. A deputada socialista diz que "o parecer do Governo é fundamental para a aprovação".

O projeto propõe "a obrigatoriedade de celebração de um seguro especial de acidentes pessoais por parte das entidades empregadoras ou organizadoras de eventos culturais". O seguro pretende cobrir riscos de acidentes pessoais inerentes à atividade, como ensaios e deslocações, dentro e fora do País, bem como um capital por invalidez. Quanto a coberturas, a proposta é de 15 mil euros para assistência hospitalar e ambulatória; e 50 mil para invalidez permanente/parcial.

"Esta é uma matéria muito importante. Falamos de uma profissão de desgaste rápido e sem apoios. Há bailarinos que vivem em situações precárias, sobretudo os que tiveram de colocar próteses na cabeça do fémur (como eu) e que pararam de dançar", conta ao CM Benedito Fonseca, durante 30 anos bailarino da Gulbenkian, onde é coreógrafo. "Muitos bailarinos vivem da ajuda dos pais, ou dos cônjuges", revela ainda. Filipa Castro, bailarina na Companhia Nacional de Bailado, diz que tem um seguro, mas que este "já não é satisfatório", porque "as necessidades dos bailarinos estão ao nível das dos atletas de alta competição" e requerem "diagnósticos e tratamentos específicos".

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