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À Conversa com... Ricardo Campos Freire "Trabalho é a keyword"

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Ricardo Campos Freire é um bailarino português que dá cartas lá fora. Nasceu em Cascais a 12 de dezembro de 1984 e a sua ligação à dança surgiu naturalmente. Foi o HipHop que o levou para a dança, mais tarde, a dança clássica e contemporânea assumiram um papel principal no seu trabalho.

Após concluir a licenciatura na Escola Superior de Dança, Ricardo integrou a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, tendo em 2013 surgido o convite para integrar, de forma permanente, o Croatian National Theatre, convite que aceitou sem hesitar. Hoje, integra a companhia Bitef Dance Company em Belgrado, onde o esperam novos desafios profissionais.

Como nasceu a tua ligação à dança?
A minha iniciação foi tão natural como, ser um ex-jogador de futebol que decide ir para um ginásio e descobre as aulas de grupo, neste caso, aulas de HipHop. A partir daí foram workshops e mais workshops, mais aulas, até que me aventurei na dança clássica e na dança contemporânea que se assumiram como base de trabalho primordial na minha carreira.

Fala-nos um pouco do teu percurso.
De 2005 a 2008 estudei na Escola Superior de Dança, onde tive a oportunidade de participar no programa Erasmus na Danshogskolen University College of Dance , Suécia.
De 2008 a 2012 fui membro da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo onde trabalhei com coreógrafos como Vasco Wellemkamp, Rui Lopes Graça, Gagik Ismailian, Cláudia Nóvoa, Clara Andermatt, André Mesquita, Benvindo Fonseca, entre outros.
Em 2011 fui convidado a trabalhar como bailarino solista no Croatian National Theatre e em 2013 foi-me oferecido um contrato permanente. Nesta companhia trabalhei com coreógrafos como Hugo Viera, Ronald Savkovic e Patrick Delcroix.
Na companhia em que me encontro atualmente, Bitef Dance Company, o repertório é vasto, contando com coreógrafos como Jasmin Vardimon, Isidora Stanisic, Masa Kolar, Guy Weizman & Roni Haver e Edward Clug.

Acreditas que a versatilidade é um ponto forte para qualquer bailarino?
Versatilidade é algo que se conquista com persistência e ambição. Se trabalharmos nesse sentido, todas as funcionalidades do nosso corpo serão exploradas ao máximo.
Criar uma rotina de trabalho é fundamental. Aulas e treino de flexibilidade são o caminho para dar ao corpo instrumentos para abordar outras técnicas de dança de uma forma mais eficaz e satisfatória.
Nos dias de hoje, um bailarino tem de ser completo e sem falhas, o que é bastante difícil. Trabalho é a "keyword".

Atualmente integras uma companhia de dança em Belgrado, Bitef Dance Company, como está a ser esta experiência?
Todas as mudanças têm o seu lado positivo e negativo, depende de ti realçar o positivo e não dar tanta importância ao negativo.
O fator "motivação" é extremamente importante para mim, quer seja uma motivação pessoal ou motivação por parte dos coreógrafos, colegas, diretor da companhia. Novas pessoas, novos métodos de trabalho, maneiras distintas de pensar, descrever e abordar o movimento elevam a tua motivação ao máximo, tornando assim esta experiência bastante positiva.

A ideia de sair de Portugal já existia há algum tempo ou surgiu com a oportunidade?
Foi um pensamento mais ou menos assim: "Tens de ir embora"!!!
Com tudo o que de bom e mau poderia trazer, foi este o pensamento que segui e até agora tem corrido tudo bem, esperemos que continue assim.

Num futuro próximo podemos encontrar-te onde?
Durante esta temporada irei dançar as pecas "Yesterday" de Jasmin Vardimon, "Wishing Machines" de Isidora Stanisic, "Divine Comedy" de Edward Clug, "Alpha Boys" de Guy Weizman & Roni Haver e "D. Juan" uma nova criação de Masa Kolar.
Entre Companhia, aulas e workshops, 2014 será assim.

Texto de Rita Bastos | eDANCE
Fotografias cedidas por Ricardo Campos Freire


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