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De uma brincadeira de escola nasceu uma coisa séria

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Associação Dream Dancing conta com 700 alunos divididos em aulas de dança, hip-hop, expressão corporal e dramática, step e zumba. A ideia nasceu há 13 anos, ganhou forma e tem vindo a crescer a bom ritmo, ganhando praticantes de ano para ano.

Em Salvaterra de Magos existe um grupo de dança que não sabe o significado da palavra crise nem nunca viu o seu número de participantes diminuir. Pelo contrário. Todos os anos tem mais alunos, de todas as idades, a quererem fazer parte do grupo. Chama-se Dream Dancing e surgiu por acaso, há 13 anos, numa brincadeira de escola e da paixão pela dança da mentora do projeto, Bárbara Vieira, que também é a presidente da associação.

Na escola era habitual ver Bárbara (na altura com 15 anos) e as amigas aproveitarem todos os intervalos das aulas para dançarem ao som das músicas da moda, de artistas como as Spice Girls, Back Street Boys, Aqua, entre outros. Tudo servia para inventar coreografias e dançar. Dançar sem parar. Até que um dia a ex-presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, Ana Cristina Ribeiro, ouviu falar delas e convidou-as para fazerem uma apresentação no auditório do Celeiro da Vala. Apesar do nervosismo aceitaram o desafio e convidaram um grupo de meninas mais novas, com quatro e cinco anos, para terem um espetáculo mais diversificado.

A partir daí o sonho de Bárbara Vieira começou a ganhar forma. O grupo de 12 meninas começou a ensaiar todos os dias na garagem da avó de Bárbara e foi crescendo, pelo que tiveram de mudar o local de ensaio. Passaram para as instalações do Grupo Desportivo Salvaterrense, seguiu-se o espaço do antigo cinema em Salvaterra, até se mudarem para o pavilhão municipal. Em 2007, constituíram a associação e tornaram as Dream Dancing num projeto mais profissional. “Estávamos a ter uma grande dinâmica e precisávamos de apoio para podermos crescer”, explica Bárbara Vieira a O MIRANTE.

Atualmente contam com 700 alunos e sete professores, espalhados por várias modalidades. Dança, hip-hop, expressão corporal e dramática, step e zumba. Para além das atividades que decorrem no Pavilhão Municipal de Salvaterra de Magos também vão a algumas instituições do concelho e não só (Montijo, Lisboa e Alcochete) dar aulas de danças educativas e expressão físico-motora a crianças do pré-escolar.

Nesta modalidade têm mais de 400 crianças, 40 alunos a praticar step e zumba e cerca de 180 nas aulas de dança, que participam em espetáculos por todo o país. Os treinos de dança duram entre 45 minutos a uma hora e realizam-se duas vezes por semana. No entanto, para facilitar a vida de pais e alunos, a direção está a tentar juntar os dois treinos em apenas um dia da semana.

Este ano abriram as aulas de dança a crianças a partir de um ano de idade. O único requisito é que as crianças já saibam andar. Outro projeto que já está em andamento é a criação de uma classe de competição. “Temos jovens que estão connosco há mais de oito anos e constatamos que elas sentem necessidade de algo mais, que as complete. Vamos ver como corre. O objetivo também é levar o nome de Salvaterra o mais longe possível e ajudar na divulgação e desenvolvimento do nosso concelho”, afirma a presidente da coletividade.

A última novidade tem sido as aulas de zumba e Bárbara Vieira conta que a adesão tem sido uma “loucura”. Não fizeram divulgação da primeira aula e apareceram apenas oito pessoas. Na segunda aula o espaço foi pequeno para acolher tanta gente. Foram mais de cinquenta mulheres que quiseram experimentar a nova modalidade. Têm alunas dos 14 aos 90 anos, que aparecem sobretudo para se distraírem.

Bárbara Vieira está muito satisfeita com a evolução que o projeto Dream Dancing tem tido ao longo dos anos e considera que fazia falta um grupo deste género em Salvaterra de Magos. “Tenho muita pena que na minha infância não tenha havido um grupo deste género para eu praticar. Só havia ginástica rítmica mas não era a mesma coisa”, afirma.

A dirigente lamenta que nem todas as crianças tenham acesso a aulas de dança porque é uma modalidade paga. O objetivo da coletividade é conseguir desenvolver protocolos e parcerias com agrupamentos de escolas e autarquias para conseguirem proporcionar a todas as crianças esta atividade gratuitamente.

O grupo auto-intitula-se de “Dream Family” [Família de Sonho] porque fazem tudo juntas. Quando vão para espetáculos pelo país tentam ir todos os que pertencem ao grupo de dança. Se for para longe alugam um autocarro, fazem a atuação e dormem num espaço cedido pelas autarquias. “É uma forma de convivermos e estarmos juntos. É muito bom para todos”, sublinha.

A maioria das jovens que pertence à classe de dança das Dream Dancing está no grupo há alguns anos. Têm em comum a paixão pela dança e nenhuma pensa deixar o projeto tão depressa. Daniela Ferreira, 16 anos, vive nos Foros de Salvaterra e não se imagina a deixar as Dream Dancing. Descobriu o grupo de dança por acaso. Viu um anúncio numa loja na sua terra, telefonou e foi experimentar. Garante que já não consegue sair do grupo. “É a minha segunda casa e não consigo viver sem as Dream Dancing. Aqui sou feliz”, diz.

Joana Neves, 17 anos, começou a dançar aos 10. Veio com as amigas, gostou e ficou. Considera as colegas e professoras como sua família e garante que nunca vai deixar o grupo. “Aqui esquecemos todos os problemas que possamos ter”, diz acrescentando que nos dias dos treinos conta as horas para poder dançar.

Jéssica Sacramento tem 16 anos e pertence às Dream Dancing desde os 4. Entrou no grupo depois de ver um espetáculo. Ainda não sabe o que quer ser quando for grande mas tem uma certeza: vai continuar a dançar nas Dream Dancing. “Já faz parte da minha vida. Aqui somos uma família muito unida”, confessa.

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