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"Cinderela" regressa ao palco para uma CNB "revitalizada"

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O coreógrafo britânico Michael Corder veio a Lisboa para ensaiar a peça da sua autoria "Cinderela" com uma Companhia Nacional de Bailado (CNB) "transformada e revitalizada", que sobe ao palco do Teatro Camões a partir de quinta-feira.

Com um percurso artístico como coreógrafo que reúne mais de meia centena de peças, Michael Corder regressa à capital portuguesa e à CNB para apresentar a produção original de 1996, que teve estreia mundial em Londres, para o English National Ballet.

"No ano seguinte, a CNB foi a primeira companhia estrangeira a interpretar esta peça", recordou, em declarações à agência Lusa, em Lisboa.

A peça, com música de Sergei Prokofiev, recebeu nesse ano os Prémios Lawrence Olivier e Evening Standart pela produção: "São prémios muito importantes no Reino Unido e foi muito fora do vulgar, e uma grande felicidade, receber os dois no mesmo ano por esta peça.

Michael Corder, coreógrafo "free lance" baseado em Londres, veio pela primeira vez a Lisboa trabalhar com a CNB em 1981, para apresentar o seu primeiro trabalho de sucesso internacional "Rhyme Nor Reason", criado originalmente em 1978 para o The Royal Ballet.

Em 1986 dançou, com Luísa Taveira como "Odete", a coreografia "O Lago dos Cisnes" como artista convidado da CNB, no palco do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.

Depois voltou em 1997 para apresentar "Cinderela", e novamente a mesma peça em 1999.
"A experiência de trabalho com a CNB é muito boa. A companhia foi completamente transformada e revitalizada. Luísa Taveira, a diretora artística, trouxe novos bailarinos para esta peça coreográfica para criar três elencos completos, o que demonstra uma grande capacidade da CNB", sublinhou Michael Corder.

O coreógrafo britânico disse ainda que esta peça "é muito desafiante para os bailarinos" também devido à música complexa de Prokofiev, "uma das maiores escritas no século XX, difícil de tocar. É preciso uma boa orquestra".

Corder disse estar muito satisfeito com a possibilidade de haver música ao vivo pela Orquestra Sinfónica Portuguesa sob a direção do maestro Boris Gruzin.

"Cinderela" vai ser apresentada na sua produção original, com cenários e figurinos da artista plástica Yolanda Sonnabend, e apenas o desenho de luz é novo, criado por Cristina Piedade, assinalou o coreógrafo.

Sobre o percurso artístico de Michael Corder, que também concebeu uma peça para "Romeu e Julieta", define-se a si próprio como um coreógrafo contemporâneo: "Escolhi a minha linguagem como um desenvolvimento da linguagem clássica. Não considero estas peças fora de moda, são contemporâneas, como qualquer outra peça, mas a minha linguagem é baseada nas técnicas clássicas".

"Os coreógrafos deveriam saber fazer tudo, desde o mais abstrato até ao mais narrativo. A minha força orientadora tem sido essa", disse à Lusa, acrescentando que "Cinderela", é o seu trabalho mais neoclássico.

A história da "Cinderela" - uma menina que é ajudada por um poder superior a transformar-se e a cumprir um desejo - é um dos contos populares mais antigos, tem várias versões com diversas origens, a mais conhecida do escritor francês Charles Perrault, de 1697.

Perrault baseou-se num conto italiano popular chamado "A Gata Borralheira", mas também existe uma versão criada pelos irmãos Grimm.

O espetáculo vai ser apresentado pela CNB no Teatro Camões nos dias 28, 29, e 30 de novembro às 21:00, nos dias 04, 05, 06, 11, 12, 13, e 14 de dezembro, às 21:00, e para escolas nos dias 03 e 10 de dezembro, às 15:00.
Os espetáculos de domingo, para famílias, estão marcados para os dias 01 e 15 de dezembro, às 16:00.
Está previsto um ensaio geral solidário na quarta-feira de novembro, às 21:00, em colaboração com a Associação Sol e a Make a Wish, para apoiar as iniciativas das instituições.

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