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À Conversa com... Adrielle Mendes ''Dance to Inspire not to Impress''

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Nasceu com o samba no pé, estudou ballet clássico, mas é no hiphop que se destaca, tem uma energia contagiante e é um animal de palco.

Adrielle Mendes deu nas vistas no Muxima Dance Talent, a técnica, criatividade e capacidade de improviso não escaparam aos aplausos do público.

Estivemos à conversa com esta jovem de 18 anos, que nasceu no Brasil e reside em Portugal, sobre esta rápida ascensão na dança.


Nasceste no Brasil, um país onde a dança está por todo lado. A dança esteve presente na tua vida desde cedo?
A dança está em mim desde que me conheço por gente, desde muito pequena que me encontrava muitas vezes no quarto em frente ao espelho a dançar. A minha cultura esta rodeada de dança, por todo o Brasil, nas escolas, temos muito contacto com esta arte. Estar sempre a dançar acabou por se tornar um hábito.

A tua formação começou no ballet clássico, mas conhecemos-te a dançar hiphop, como foi esta transição?
A minha mãe quando se apercebeu o quanto eu gostava de dançar matriculou-me em ballet clássico, tinha eu 5 anos, mas quando fiz 9 anos, por falta de condições financeiras, acabei por sair das aulas. Comecei a ver vídeos de dança na internet, videoclips e filmes de dança, e tentava copiar os movimentos que mais gostava o melhor possível, mas sempre a minha maneira. Acabei por evoluir com esta forma de treino mesmo sabendo que para progredir precisava de aulas. Mesmo tento começado com ballet clássico sempre me senti muito mais à vontade dentro da cultura urbana. Filmes como "Beat Street", "You Got Served" e "Step Up", inspiraram-me e comecei a interessar-me e a estudar mais sobre o movimento urbano. Aos 15 anos voltei ao ballet clássico com o professor Marcelo Andrade com quem continuo até hoje, e muito recentemente estou a ter aulas de hiphop e house na academia All About Dance com o Vitor Fontes e Joana Amaral. Nestes 3 anos que me dedico profissionalmente a dança fui sempre auto-didata, treinando na garagem de amigos que tinham os mesmo objetivos,ou no meu quarto, em frente ao espelho com os meus auriculares.

Tivemos oportunidade de ver a tua garra em palco na final do Muxima Dance Talent. De onde vem esta capacidade de improviso e determinação? Consideras-te um "animal de palco"?
Quando eu estou a dançar não penso. Às vezes, parece que me movimento inconscientemente quando escuto uma música. Este "animal" está a começar a surgir agora porque ainda estou a compreender como o meu corpo se sente mais confortável a dançar e também ando a descobrir qual é, realmente, o meu estilo. Tenho muita energia ao dançar que, por vezes, não controlo, depende da música, da performance e do meu personagem em palco.

Com apenas 18 anos já pisaste algumas das casas mais mediáticas do páis. Estes foram os teus trabalhos mais importantes?
Trabalhar no Coliseu do Porto e no Coliseu de Lisboa, como bailarina no último espetáculo do "Balas e Bolinhos" e mais recentemente na MEO Arena, na abertura do concerto de Anselmo Ralph, como bailarina da Diana Monteiro, foram grandes experiências. São grandes casas de espetáculo do país, onde já atuaram grandes companhias e artistas, mas quando tenho pequenas atuações e ouço bons comentários, ou consigo emocionar alguém no público, isso sim destaca a minha carreira porque me motiva imenso para continuar a prosseguir no meu sonho e continuar a trabalhar para evoluir ainda mais.

Qual a sensação de atuar na maior sala de espetáculos do país, na abertura do concerto de Anselmo Ralph?
Estar no Meo Arena foi incrível, com 20 mil pessoas a assistir... foi o maior público que tive até hoje. Começo a sentir que o palco é a minha casa porque me senti tranquila e calma mesmo em frente de tanta gente, este trabalho fez-me amadurecer profissionalmente.

Quais os teus objetivos imediatos?
Neste momento estou-me a dedicar aos estudos, para conseguir investir na minha formação artística fora do país. Tenho tido várias atuações no porto mas estou mais concentrada em crescer mais para poder ser professora e coreógrafa.

E como pretendes apostar na tua formação? Já tens algum destino em mente?
Tenho em mente ter formação em Londres e já me ando a preparar para esta futura mudança. Estou sempre a criar novas coreografias e a preparar-me para competições, quero ser melhor do que fui ontem e hoje, pois tenho muito que andar e aprender.

Consegues imaginar-te daqui a 10 anos?
Daqui a 10 anos pretendo ser uma grande coreógrafa e estar numa companhia conceituada. Gostava de poder ter a oportunidade de trabalhar com os grandes desta indústria, os bailarinos que me inspiram e ter a oportunidade de trabalhar com eles já seria um sonho realizado.
Na verdade, só quero viver do que mais amo fazer e nesta altura poder ensinar as novas gerações que também têm este interesse e continuar a aprender, porque a dança está sempre a modificar e a evoluir. O impossível é só questão de opinião por isso vou continuar a trabalhar para chegar onde quero chegar.

Texto de Rita Bastos | eDANCE
Fotografia e Vídeo cedidos por Adrielle Mendes

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