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Jurista, professora e engenheiro portugueses querem incutir vício da dança nos timorenses

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Uma jurista, uma professora e um engenheiro portugueses organizaram o primeiro festival de salsa de Díli com o objetivo de cativar timorenses para a dança, que já pode ser praticada e ensinada num clube desportivo de Timor-Leste.

O festival arrancou na sexta-feira com um jantar, seguido de espetáculo e durante o fim de semana todos os interessados podem participar em aulas de introdução à salsa, bachata, kizomba e chachachá no Sport Díli e Benfica.

O festival serve de mote para o arranque da escola de dança daquele clube desportivo, que vai ter como professora de salsa a portuguesa Sara Guerreiro.

Jurista, Sara Guerreiro chegou a Timor-Leste em 2011, proveniente da Guiné-Bissau, e no início de 2012 iniciou, juntamente com a professora de matemática Sónia Fonseca, aulas de salsa.

"Eu sempre gostei muito de dançar, dançava em Portugal, tentei introduzir a dança na Guiné-Bissau, mas com pouco sucesso, mas em Díli está a acontecer, comecei a dar aulas com uma colega minha e hoje em dia temos já uma comunidade de salsa", afirmou à agência Lusa Sara Guerreiro.

Um ano e meio depois, Sara Guerreiro conseguiu criar um "grupo de viciados", que inclui já alguns alunos timorenses.

"Os timorenses não conhecem a salsa e querem conhecer a salsa. Eles têm ritmo, as danças timorenses têm muito ritmo, portanto, eles têm coordenação e têm o ritmo só falta conhecer. Eles ficam um pouco desconfiados com a salsa, conhecem mais a kizomba, mas estão com muita curiosidade", disse Sara Guerreiro.

João Matos, o engenheiro, começou tarde, mas depois da sua primeira aula de tango percebeu que estava "muito contente" e hoje é instrutor ajudante de salsa na escola de dança do Sport Díli e Benfica.
"Apliquei-me muito, treinei em Bali e agora sou instrutor ajudante de salsa na nova escola de dança", disse, sublinhando que a única parte de engenheiro que tem na dança é a perseverança para "deixar de parecer um frigorífico com rodas a dançar".

"Tenho feito tango, mas a salsa é muito divertido e a kizomba é uma bela brincadeira também", disse João Matos, que conseguiu convencer vários ciclistas da equipa daquele clube desportivo a inscreverem-se nas aulas de dança.

A paixão pela dança de Sónia Fonseca, professora de matemática, é mais antiga. Começou em 2006 em Portugal e desde então para onde quer que vá a professora procura um "sítio para dançar ou atividades ligadas à dança".

Para Sónia Fonseca, pôr os timorenses a dançar mais é um "caminho que se faz" e uma forma de tornar Timor-Leste mais aberto ao mundo e ao mesmo tempo em "comunhão com o que se passa no mundo".
"É uma questão de os trazer para as aulas e lhes mostrar que é tão fácil dançar a salsa com as danças que estão habituados a dançar", disse, porque, como salientou, dançar é muito bom e "quem dança é mais feliz".

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