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À Conversa com...Margarida Martins "É importante ter sonhos, e acreditar neles!"

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Margarida Martins EgZit
Margarida Martins, "Magui", 27 anos, é um nome conhecido no mundo das danças urbanas. Apaixonada pelo Ragga/Dancehall  desde a primeira vez que sentiu o ritmo, Margarida procura estudar e compreender cada vez mais este estilo oriundo da Jamaica e com fortes influências africanas.

Em 2010, Magui recebeu o prémio melhor Instrutora School Fitness. Em 2008 ganhou o 1º lugar no Hip Hop Challenge em 2008 com os Xtazy Dance Troup, e também no mesmo ano, num intercâmbio  no Brasil, integrou o grupo So Charm, com o qual alcançou o 2º lugar no Festival de Dança de Salete. De volta a Portugal e já como coreógrafa, ficou em 3º lugar Campeonato Nacional de Hip Hop em 2012 com o grupo Egzit.


Em Portugal trabalhou com a Planet Dance "Danzas com Fogo" e "Spectaculum" e integrou as tours de 2011 e 2012 da cantora Joana. Agora, está agora a trabalhar no Holiday Park, um parque de diversões em Hassloch, Alemanha. Fomos falar com a Margarida para saber mais sobre esta experiência.


Como surgiu este desafio de ires trabalhar para a Alemanha?

As bailarinas que vêm para aqui trabalhar são sempre referenciadas umas através das outras. No meu caso vim substituir a Katti Rocha, uma bailarina de Hip Hop do Porto que conheci através do Gustavo Figueiredo, também bailarino. Ainda tenho uma amiga, Rita Rosa Pico, que trabalhou como animadora aqui no parque há 7 anos atrás, que me aconselhou a vir. O mundo é pequeno, o meu contacto vinha da parte de duas pessoas e aparentemente não havia razão para não procurar saber mais do que me esperaria por aqui. 

E quando soubeste mais sobre a proposta...

Quando soube concretamente da proposta e analisando os prós e os contras, pareceu-me sensato deixar o meu país por uns meses e embarcar nesta aventura. Tenho contrato de trabalho para a Season de 2013, ou seja, de Março a Outubro.

Quando aceitaste o desafio, qual o motivo que mais pesou na tua decisão?

São várias as razões que me fizeram aceitar este desafio. Por um lado o fator de trabalhar em dança, com todos os privilégios que ainda são raros no meu país: contrato de trabalho, casa, alimentação... ou seja, ter 'A Dança' como trabalho único e concreto. Por outro lado, o trabalho como bailarina num parque de diversões é uma oportunidade que nunca tinha surgido, e, por último, trabalhar como bailarina juntamente com uma artista de circo. É uma combinação pouco provável e que me dá acesso a todo um mundo por explorar dentro da dança, como dançar com cobras, ou dançar enquanto acompanho números de Fakir, por exemplo.


Qual a maior dificuldade que encontraste na Alemanha?
Por aqui a dificuldade é mesmo a barreira linguística. O Alemão é uma língua complicada de aprender e apesar me ter inscrito num curso, por vezes sinto que me faltava o saber melhor o alemão, para estar mais integrada. Felizmente grande parte dos alemães falam inglês, o que me dá acesso a praticamente tudo.  

E em Portugal? Como foi deixar tudo em Stand-By?

Foi a maior dificuldade, deixar tudo o que tenho em Portugal. A minha família da qual sou muito chegada. Os meus amigos que me acompanham à anos e evidentemente da minha Crew Egzit a qual coreografo e danço já faz 7 anos. Um trabalho que parece que tenho desde sempre e que durará para sempre. 


A integração na Alemanha foi fácil?
A ser tratada com respeito, e com um trabalho em dança, a integração só poderia ser fácil.
Por vezes é tão difícil encontrar pessoas educadas e altruístas no meu país e aqui, até ao momento, parecem estar em casa esquina. Faço questão de destacar que os alemães apesar de não serem afáveis, são um povo bastante humano.
Dá gosto estar numa fila do supermercado apenas com pão na mão e a senhora da frente com um carrinho enorme de compras sugerir que passe em frente, para não ter que esperar. Ou, o meu chefe lutar pelo meu bem estar e pedir ao parque que melhorem as condições da nossa casa. E o parque efectivamente exigir que se façam melhorias nesta. Ou de ser respeitada onde quer que vá, independentemente de não ser Alemã.

Tens algum novo projeto em vista?

Neste momento pela Alemanha, sim. Surgiu a proposta de acompanhar um grupo de hip hop de Heidelberg. Admito que apesar de adorar trabalho de palco, tenho bastante saudades de ensinar. O trabalho de "estúdio" é igualmente uma paixão para mim e, provavelmente um trabalho que me acompanhará durante anos. Agarrar um grupo de Hip Hop Alemão parece-me uma boa escolha

Tencionas voltar a trabalhar em Portugal a curto prazo? 
Por enquanto tenciono, após o final da season. Procuro continuar com o trabalho que deixei por lá que, neste momento, está entregue a colegas meus. 
Tenho um sonho, que pretendo dar asas daqui a uns tempos. Abrir uma escola de dança. Espero tornar em sonho num projeto a médio prazo... a ver vamos! É importante ter sonhos, e acreditar neles!

Texto de Rita Bastos | eDANCE

Fotografias cedidas por Margarida Martins


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