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Companhia de Dança Vortice acusa Direção Geral das Artes de Graves Irregularidades

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Numa noite chuvosa de Sintra, no Centro Cultural Olga Cadaval, a 17 de Maio deste ano, o encenador e bailarino Rafael Carriço finalizava um aplauso de pé de uma sala quase cheia, com um agradecimento e aviso de que poderiam não voltar a pisar palcos portugueses por terem «sido excluídos ilegalmente das candidaturas aos apoios da Direcção-Geral das Artes».

A Vortice Dance Company, com 14 bailarinos no palco, tinha acabado a longa e acrobática actuação de Drácula, uma coreografia montada em parceria com o Teatro da Macedónia, com uma estética de um romantismo gótico e música que incluía ‘Perfect Day,’ de Lou Reed. Na data de estreia, a 29 de Abril de 2010, o jornal inglês Guardian escolheu um dos momentos visualmente poderosos da peça para incluir na sua secção ‘fotos do dia’.

O nome inglês e a projecção internacional advêm do facto de, embora com sede em Fátima, a companhia dirigida por Rafael Carriço e Cláudia Martins, ambos bailarinos e coreógrafos, actuar sobretudo lá fora. «Somos convidados para os grandes festivais. Viemos do México e em Setembro vamos ao George Enescu Festival, na Roménia, onde também vai actuar a Orquestra Filarmónica de Berlim», explica Rafael Carriço.

Rafael deixou claro que estão em causa «erros jurídicos graves que levaram a que a nossa candidatura não fosse aceite por, alegadamente, ter uma data de constituição legal inferior a seis anos, quando a companhia de Olga Roriz tem uma data posterior à nossa e foi aceite». Os dois responsáveis da Vortice entregaram o processo a uma jurista do escritório de António Pinto Ribeiro (antigo ministro da Cultura) onde estão elencados os vários erros jurídicos que levaram «à exclusão da Vortice e à aceitação de outras companhias com falhas notórias, inclusive na entrega de documentos».

«Não se trata de fazer queixas por não gostarem de nós. Simplesmente nem fomos considerados e ainda estou à espera que o director-geral das Artes me explique como é que à companhia de Olga Roriz foram entregues 400 mil euros de apoios quadrienais e a nós nada. O nosso processo foi rejeitado erradamente», sustenta o bailarino e coreógrafo. No ano anterior, a companhia recebeu um apoio de 28 mil euros. Para este ano, diz, «se tivéssemos apoio, em vez dos 20 espectáculos no estrangeiro que temos agendados, faríamos muitos mais. Somos a companhia de dança portuguesa mais internacional. Temos prémios importantes». No currículo, entre sete galardões internacionais, conta-se o da Unesco, o Grande Prémio de Coreografia Philip Morris, em 2001, entregue pela presidente da Finlândia, e o Recognizement Award no 13.ª International Baltic Ballet Festival, em Riga, em 2008. Contactado pelo SOL, Samuel Rego, da DGArtes adiantou apenas que «o concurso foi feito de forma transparente».


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