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Willi Dorner, o coreógrafo-squatter no Porto e em Santa Maria da Feira

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O coreógrafo vai trazer ao Festival Imaginarius e ao Serralves em Festa a peça bodies in urban spaces.

Ao longo dos últimos sete anos, o coreógrafo austríaco Willi Dorner ocupou sucessivas cidades com uma peça, bodies in urban spaces, que questiona até que ponto o espaço público é verdadeiramente público. Nas próximas semanas, as cidades ocupadas, e portanto submetidas a esta e outras perguntas sobre o que é feito da liberdade de movimentos nas cidades contemporâneas (pode ser uma terapia de choque), serão Santa Maria da Feira (Festival Imaginarius, 25 e 26 de Maio) e Porto (Serralves em Festa, 7 a 9 de Junho): o coreógrafo-squatter definiu três percursos (um para o centro de Santa Maria da Feira, um para a Baixa do Porto e outro para o Parque de Serralves) para um grupo de performers locais, que lidarão com as restrições urbanísticas e arquitectónicas de cada paragem do itinerário, e não necessariamente para lhes obedecer. “Há muitas regras sobre como deves comportar-te numa cidade e num edifício. bodies in urban spaces questiona essas regras que diariamente tomamos como adquiridas. Quando andas a correr de um lado para o outro, tendes a esquecer-te do sítio onde vives. Esta peça é um convite para que os residentes voltem a olhar para a cidade, com tempo. E para que tomem posição”, explica-nos Willi Dorner no final de uma caminhada pelo centro do Porto. Primeiras impressões: “Há tantos edifícios vazios. E alguns deles são magníficos, provavelmente estão classificados... Isso deixa-me muito curioso acerca do que terá acontecido. Não há ninguém a precisar de casa no Porto? Ou há mas não têm como escapar à especulação imobiliária?” Seria uma longa conversa, Willi...

Os corpos dos performers que recrutou no Porto serão, em cada apresentação da peça, a sua maneira de falar: “Eles tornam a arquitectura — que para mim é ordem, poder — visível. Depois destes anos todos, continuo a achar a imagem de um corpo solitário contra um edifício muito tocante.” Nem todos os espectadores das várias edições passadas de bodies in urban spaces terão concordado, admite: “É sempre uma experiência com efeitos fortes nas pessoas — positivos e negativos. Negativos porque as pessoas quando se aborrecem ficam muito agressivas. Positivos porque esta peça transforma a cidade num recreio, e é muito saudável perguntares-te ‘porque não?’ quando vês alguém a fazer coisas proibidas.”

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