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Dança é importante para o bem-estar físico e intelectual - Entrevista aBeatriz Teves Oliveira

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Beatriz Teves Oliveira é licenciada em Dança pela Escola Superior de Dança de Lisboa. Reside no Faial desde novembro do ano transato, onde dá formação nesta área. Recentemente iniciou aulas de ballet e dança contemporânea na freguesia de Castelo Branco.

O gosto pela dança surgiu muito cedo. Beatriz começou a ter aulas de ballet com quatros anos, em Ponta Delgada. Durante a licenciatura, participou no programa Erasmus na Holanda, onde frequentou o curso de Dança Moderna. Em 2008 voltou a aprofundar os seus conhecimentos na dança através do programa Eurodisseia, em Barcelona.

Beatriz Oliveira já percorreu diversos países, nomeadamente Espanha, França e Inglaterra, como coreógrafa, bailarina e professora.

O que é para si a Dança?
A dança é a arte de expressar os nossos sentimentos, ideias e emoções. Através da dança comunicamos e interagimos com o espaço que nos rodeia de forma consciente, contribuindo, na minha opinião, para o nosso bem-estar tanto físico como intelectual.

Desde quando reside e desenvolve o seu trabalho na ilha do Faial? Esta iniciativa conta com muitas inscrições?
Resido na ilha do Faial desde novembro do ano passado. Na cidade da Horta o número de inscritos felizmente tem vindo a aumentar progressivamente. Atualmente leciono as disciplinas de Ballet, Dança Contemporânea e, mais recentemente, a disciplina de Força, Elasticidade e Alongamento, com quatro grupos de trabalho, com idades compreendidas entre os 3 e os 55 anos. Este mês comecei a dar aulas também na freguesia de Castelo Branco, igualmente com um número significativo de interessados.

As aulas são destinadas a que idades? Como funcionam?
As aulas são destinadas a crianças, jovens e adultos e realizam-se entre uma a três vezes semanais, em aulas com a duração entre 45 minutos e 1 hora e meia. A disciplina de Ballet inicia-se com crianças dos 3 aos 4 anos e tem como principal objetivo o seu desenvolvimento integral. Serve-se de propostas de movimento lúdico-expressivo-criativo, onde a criança descobre e vivencia novas formas de movimento que a conduzem à descoberta da noção do seu próprio corpo, em relação com o espaço e com o tempo. Para crianças e jovens entre os 5 e os 18 anos, as disciplinas de Ballet e Dança Contemporânea complementam-se através da aprendizagem e aperfeiçoamento progressivo de cada uma destas técnicas. Para jovens e adultos, a partir dos 18 anos, possibilito aulas de Dança Contemporânea e agora também de Força, Elasticidade e Alongamento.

Na sua opinião, qual a importância da Dança no desenvolvimento das crianças?
O movimento, como primeira forma de expressão, apresentou, ao longo do tempo, metamorfoses seculares, que permitem contextualizar momentos criativos diversos, sendo a atualidade um desafio permanente para novos rumos, em tempo de energia cumulativa entre o corpo e a mente. Considero a dança como um meio que permite o desenvolvimento da concentração, da atenção e da criatividade, entre outros aspetos. Creio que a mesma, e todas as outras artes, como a música, a pintura, o teatro, etc., são disciplinas fundamentais para o crescimento harmonioso de todas as crianças.

O Ballet bem como a dança em geral ainda não são atividades muito bem vistas para rapazes. Isto confirma-se nas suas aulas?
A frequentar aulas de Ballet normalmente encontramos aqueles rapazes que já sabem que querem seguir dança no futuro. O Ballet é, na minha opinião, uma das disciplinas mais importantes na criação de bailarinos profissionais pois trabalha o esquema corporal de forma bastante precisa e rigorosa desenvolvendo a força, o equilíbrio e a graciosidade, na minha opinião, fundamentais na apreciação de um bom bailarino.
Outras disciplinas como a dança criativa ou contemporânea, ou mesmo o Hip Hop, onde o movimento do corpo é mais livre, são cada vez mais frequentadas também por rapazes. Em 2010 realizei um projeto com seis associações de Ponta Delgada e, dos 70 participantes, entre os 5 e os 85 anos, cerca de metade eram rapazes. Foi um projeto bastante homogéneo, dentro das grandes diferenças físicas e psicológicas de cada grupo e todos saímos do mesmo bastante satisfeitos com o resultado.

Desde 2008 que desenvolve o projeto "Açores em Dança". Em que consiste este projeto e quais são os principais objetivos e iniciativas futuras?
Com vontade de conhecer melhor o “ritmo” da dança nos Açores, em 2008 implemento o Projeto “Açores em Dança”, com o apoio da Direção Regional da Cultura, com o objetivo de despertar o interesse pela dança, em todas as ilhas deste arquipélago.
Ao longo de um ano percorri todas as ilhas do arquipélago realizando formações de uma semana em cada ilha e terminando as mesmas com um espetáculo de dança, na sala de espetáculos local mais apropriada para tal.
Após o primeiro ano de implementação deste projeto, tive a oportunidade de ir a Bruxelas apresentá-lo entre "100 jovens criativos europeus", numa iniciativa da Direção Geral para a Educação e Cultura da Comissão Europeia. Foi muito gratificante e motivador ter a oportunidade de expandir a nossa Região através do projeto “Açores em Dança”. Desde então o projeto continua pelas ilhas, incluindo um maior leque de faixas etárias e oportunidades.

Que projetos tem para o futuro?
Desejo continuar a estudar, a progredir e a partilhar o meu conhecimento sobre a Dança e o Corpo Humano. Estou há menos de um ano na ilha do Faial e gostava de, pela primeira vez, aprofundar o meu trabalho como professora e coreógrafa, com um grupo específico de crianças, jovens e adultos, podendo, de ano para ano, sentir a evolução técnica de cada aluno/ grupo e, com este aperfeiçoamento progressivo, criar, por exemplo, possíveis intercâmbios artísticos de formação e de espetáculos de dança.

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