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Pilates uma modalidade a pensar nos bailarinos

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O bom bailarino é capaz de dar sentido ao movimento, do mais simples ao mais robusto, seja um andar ou uma sequência de piruetas múltiplas, com verdade, consciência e concentração. Para tal, são necessários treinos diários para fortalecer os músculos e flexibilizar as articulações, tudo isso sem deixar transparecer dor, sofrimento ou agonia na execução da sua coreografia.

Dançar é uma arte, porém, pode trazer consequências graves para muitos bailarinos que não respeitam os limites do corpo. A dor e as contusões são muito comuns entre profissionais e amadores, seja por acidentes, impacto ou desgaste durante anos de prática da dança.

Dentro deste quadro, os bailarinos têm uma carreira considerada curta, pois a agilidade e a força vão-se perdendo com o tempo e com os abusos que o corpo sofre. Mesmo que o grau de consciência corporal do bailarino seja exemplar, está sujeito a uma série de problemas, que podem aparecer, inclusive, mesmo depois de reformado.

O método pilates, surgiu com a finalidade de equilibrar o corpo, reduzindo desequilíbrio e aumentando a resistência, através de exercícios de forma e flexibilidade. Assim, torna-se o treino ideal para bailarinos tanto amadores como profissionais, tanto na recuperação de lesões como na otimização do equilíbrio e postura corporal.

A prevenção é melhor maneira de ter uma carreira sólida e o treino de pilates é capaz de proporcionar ao bailarino o aumento da consciência corporal, o controlo dos movimentos a disciplina da respiração, que dita a velocidade dos movimentos e pode ser usada de melhor forma na interpretação da dança. Todos os músculos são trabalhos, ou seja, nenhuma parte do corpo fica na zona de esquecimento e nenhum músculo é trabalhado mais do que outro, isso proporciona ao aluno uma maior harmonia de força e flexibilidade e ainda a proteção das articulações, pois os músculos externos e internos são trabalhados a fim de manter o equilíbrio do todo. O equilíbrio é fundamental para movimentos harmoniosos ao mesmo tempo que a força tem papel essencial unido à flexibilidade.

Equilíbrio, é uma palavra constante nas aulas de dança, o equilíbrio é essencial para a arte da dança. O equilíbrio está em tudo, em todos os tipos de piruetas, no caminhar, nos saltos, na corrida, nos arabesques, nos cambrés e todos os movimentos que tornam a dança um caos de gestos em arte. A prática de pilates utiliza-se de equipamentos e acessórios capazes de reproduzir num ambiente controlado e monitorizado por um profissional, a qualidade e a intensidade de cada movimento realizado pelo bailarino. Movimentos esses essenciais à prática da dança.

O centro de força é trabalhado de forma intensa. O centro de força nada mais é do que a região abdominal, os músculos que protegem os órgãos da região do tórax até o púbis. A conexão entre esses músculos é essencial para manter o tal do equilíbrio tão almejado por bailarinos de todo o mundo. Mantendo a força adequada, as extremidades do corpo ficam livres de tensão, trazendo a fluidez tanto exigida pelos coreógrafos mundo afora. Sem deixar de lado a concentração em todos os movimentos que estão a ser realizados, harmonizando todos os músculos e trabalhando da forma correta. Cada qual em sua função e sem sobrecarregar uns a favor de outros, os músculos aprendem a respeitar os limites do corpo e superar-se cada vez mais com a prática constante, sem impactos, lesões ou dores. As articulações ficam livres e protegidas para realizar movimentos fluidos e contínuos.

Muitos bailarinos caem no velho dilema de ser forte não coincidir com ser flexível, por isso no pilates, o bailarino encontra a união dessas duas virtudes de forma harmónica  Mantendo o corpo forte, sem exageros e flexível sem contusões. Ao trabalhar todos os músculos de maneira a não haver sobrecarga em nenhuma região do corpo enquanto outra fica desprotegida e sujeita a contusões, o aluno passa a adquirir força suficiente, com os músculos trabalhando juntos, para realizar diversos tipos de movimentos, ao mesmo tempo em que as articulações alongam, ganhando espaço o que torna o corpo cada vez mais flexível.

Tudo isso é levado em consideração o nível de consciência corporal de cada um, histórico de saúde, limites genéticos, posturais e biotipo, além do estilo de dança praticado, pois cada aula é feita de maneira personalizada levando em conta os objetivos e, principalmente, limitações de cada um. Respeitando sempre os limites do corpo, o Pilates agrega ao bailarino, ferramentas para expressar sua arte através do corpo.

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