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O rosto português da dança oriental

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Joana Saahirah define-se como uma artista do mundo. A bailarina que trocou Portugal pelo Egipto para estudar dança oriental tornou-se numa das maiores embaixadoras do estilo.

Encontrámos Joana Saahirah numa paragem por Lisboa para um workshop de dança oriental moderna e folclore egípcio. Recém-chegada de Israel, onde participou no conceituado Festival de Eilat, vive dividida entre a dança, a coreografia e o ensino, actividades que a levam a viajar pelos principais palcos do mundo árabe.

A residir há oito anos no Cairo, Joana viveu o antes e o depois da lei que proibia bailarinas estrangeiras de se apresentarem em público. "O Egipto está a passar uma grande crise de identidade. A sociedade tem ainda que rever o estatuto da mulher." Só em cima do palco o público se esquece da sua origem.

Joana tomou como missão a consolidação do estatuto da dança oriental como arte – um percurso que por causa da lei começou clandestinamente. E como ponto de viragem na sua carreira assinala a constituição da sua própria orquestra com alguns dos melhores músicos do Egipto.

Sempre que regressa a Portugal deixa de ser a Joana do Cairo, como é conhecida no meio artístico. Num país “sem auto-estima” onde ainda não encontrou o seu lugar "por falta de condições", vive o papel de filha, irmã e amiga que vem recuperar das saudades.

A sua história, enquanto artista e mulher apanhada no meio da revolução da Primavera Árabe – “da minha casa ouvia as vozes e a marcha da população” –, aguarda a publicação num livro por altura do Verão.

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