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Bailado - Um clássico para grandes talentos

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No fim-de-semana, a Exponor foi o palco da 3.a edição da Semana de Bailado do Porto, que viu estes pequenos em grande estilo no Concurso Internacional para Jovens Solistas.

Uns cedem à lágrima poucos minutos antes de se mostrarem ao mundo; outros não escondem o júbilo no final de uma actuação impermeável à falha; outros ainda descontraem-se aos comandos de uma consola de videojogos quando o nervoso miudinho saiu de cena.

Compreende-se: são pequenos na idade, mas até podiam ser grandes – as reacções seriam em tudo parecidas com as de um adulto. Neste caso, os crescidos contentaram-se com um lugar entre a audiência na Exponor. Os holofotes incidiram numa faixa etária entre os quatro e os 22, que pé ante pé foi revelando graça e talento, em busca de um lugar no top e de uma recompensa para continuar a investir na formação. Os nomes que chegaram ao pódio da competição para solistas e grupos foram conhecidos no último fim-de-semana.

“A reacção depende muito de miúdo para miúdo. Uns choram, outros aceitam com a maior serenidade do mundo. É visível a alegria de quem fica no top, três em qualquer categoria”, confirma Jacinta Estima, que uniu forças com Sofia Marques dos Santos há três anos para “fazer renascer o bailado clássico e contemporâneo em Portugal”, através da criação deste concurso de talentos aberto a participantes de todo o mundo.

A primeira edição da Semana de Bailado Porto, que compreende o Concurso Internacional de Bailado para Jovens Solista, realizou-se em Março de 2011 e contou com a adesão de 150 candidatos da Península Ibérica. Na assistência contavam-se então 1500 espectadores, um número que viria a crescer no ano seguinte, com a presença de 3200 pessoas, que assistiram às manobras de 400 candidatos.

Nestes dois anos foram entregues cerca de 15 bolsas de estudo para escolas de bailado em Portugal, Espanha, Alemanha e Inglaterra, e oferecidos 5 mil euros de prémios em numerário, atribuídos de acordo com a avaliação dos jurados, em representação do Conservatório Nacional de Lisboa (Pedro Carneiro), da Companhia de Bailado Contemporâneo (Paulo Ribeiro), da britânica Royal Ballet School (Andrew Ward), da suíça Zurich Tanz Academy (Oliver Matz), da Manheim Dance Academy (Vladimir Kloss) e do Conservatório de Madrid Carmen Amaya (Carmen Alvárez).

“A qualidade dos bailarinos subiu consideravelmente. A nível de solos, normalmente são escolhidos os melhores da sua escola, com algum talento especial, além de terem um à-vontade diferente em palco. A nível de grupo, são alunos de escolas de ballet normais inseridos nestes conjuntos”, descreve Jacinta Estima, que tem assistido à evolução do desempenho dos concorrentes. A edição de 2013 juntou 410 crianças e jovens, a mais nova das quais com apenas quatro anos, que integrou uma coreografia de grupo.

Nos solos femininos, a vencedora deste ano repetiu a façanha dos dois anteriores. Teresa Borges, agora com nove anos, começou a somar troféus aos sete. Na categoria júnior destacou-se Sara Gil; e na categoria mais avançada de jovem solista Eva Branco levou a melhor. Entre os rapazes, os troféus foram para o pequeno João Gomes, o júnior Rodrigo Pinto e o sénior Miguel Duarte. O Colégio Rainha Santa Isabel de Coimbra foi distinguido pelo melhor grupo de bailado.

Fonte: IOnline

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