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Aqui Dança-se Contra a Violência

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Cartazes, dezenas de pessoas, jornalistas e fotógrafos. Mais uma manifestação contra a austeridade? Podia ser, mas não é. É uma concentração de mulheres (e alguns homens) para dançar. Ancas a mexer contra a violência sobre as mulheres, numa iniciativa - a One Billion Rising - que envolveu mais de 200 países de todo o mundo.

O Largo Camões, em Lisboa, foi palco da grande energia que as associações envolvidas libertaram, numa coreografia ao som da música "Break the Chains".

"Um bilião de pé. Manifesta-te. Dança. Levanta-te!" era o convite expresso nos cartazes; "@ Menin@ Dança?", o slogan da iniciativa a que a eurodeputada socialista Ana Gomes dá a cara. "É para o menino e para a menina", diz-nos, animada.

"Não é uma causa só para mulheres, é uma causa para todos os homens conscientes e progressistas, e que se empenham em combater todo o tipo de violência. Somos vistas como elementos mais fracos, mas somos fortes e é por isso que assumimos e queremos canalizar a nossa energia para o combate a este tipo de fenómeno". "É uma questão de qualidade da democracia e de respeito pelos direitos humanos", defendeu a eurodeputada.

Vão-se juntando cada vez mais pessoas, muitos curiosos. Alguns tímidos no que toca a pôr o corpo a mexer, mas não tarda muitos já se juntam num comboio que dá a volta ao largo. Sempre a dançar. Colunas no máximo. Atrair a atenção. Os cartazes sempre no ar, numa manifestação divertida, para despertar consciências.

Também ali, há casais a beijarem-se frente a uma moldura improvisada. Tiram uma fotografia para um concurso do dia dos namorados. Por coincidência, precisamente no dia em que foram divulgados dados sobre a violência no namoro.

Entretanto, há quem junte um cão à dança. Chegam também pessoas mascaradas. Nair Alexandra é das mais entusiastas. Voluntária, foi através das redes sociais que alinhou nesta iniciativa. "Qualquer pessoa que tenha um músculo a mexer, perto do peito esquerdo, a tal máquina que nos mantém vivos, é sensível a esta causa». Está ali por «todas as mulheres que vencem o silêncio".

Há várias jovens também que dançam de forma sincronizada. Filipa Vieira é uma delas. Diz que esta é uma das causas por que mais luta. Tem casos próximos de violência, na família.

Jorge Jordi, um dos homens que mais entraram na onda, é um turista espanhol. Uma iniciativa "fantástica", resume. Não sabia que ia acontecer. Passou ali por acaso. Deixou-se contagiar. "Em Espanha nunca vi nada disto. Antes não se denunciava a violência, agora sim, cada vez mais, e ainda bem". Hugo, português, alinha no discurso e defende uma consciência geral para o problema. A participação em iniciativas como esta devia ser «a regra». É esse o propósito.

Ainda sem ter terminado esta manif cheia de risos e sorrisos, mas séria, a música cruzou-se, por momentos, com os protestos entoados pelos profissionais da diversão contra o aumento do IVA. Afinal, sempre estamos no Portugal de quem sai repetidamente à rua contra a austeridade.

Fonte: IOL

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